sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O tal 18 de abril de 2010...

O dia do aniversário nunca é um dia comum. Mesmo que não faça uma festa ou algum tipo de comemoração, você acorda diferente. É como se aquele dia fosse o “seu dia”.

Nasci no dia 18 de abril e todos os anos, ao longo dos meus poucos 23, o dia 18 de abril é por mim comemorado e vivido como um dia especial. Mas foi apenas no dia 18 de abril de 2010 que tive a exata noção do que é ter um verdadeiro “dia especial”.

Se há uma paixão que nunca passa em minha vida, digo, sem medo de errar, ela se chama Botafogo. Digo paixão mesmo, pois é arrebatadora, intensa e cheia de fortes emoções. Não esfria, não cansa, nunca cai na rotina. É incondicional e intransferível, algo realmente especial.

No dia 10 de abril de 2010 o Botafogo entrava em campo para disputar sua segunda semifinal do ano contra o Fluminense. Jogo sofrido, amarrado, difícil, mas vencido com muita garra e dedicação: 3 a 2. Estávamos lá. O Botafogo acabava de carimbar sua passagem para a final da Taça Rio, e mais: uma simples vitória no próximo jogo daria ao clube o título de Campeão Carioca.

A família fez festa, gritou, comemorou. Tudo indicava que seria contra eles, pela quarta vez, após uma sucessão de maus resultados nos últimos três anos. Sim , o Flamengo confirmou o favoritismo e se classificou para a disputa final com o Botafogo. Tensão no ar. Eles mais uma vez. Passava um filme na minha cabeça de todo o sofrimento dos anos anteriores, me volto para aquela época, aqueles jogos, aqueles gols...até que subitamente sou interrompida com um comentário feito por minha mãe: “Vai ser no dia do seu aniversário...”

Sim, de fato. O grande dia, a nossa chance de redenção, o dia mais especial da minha vida seria naquele dia que para mim já é especial: o dia do meu aniversário. As palavras da minha mãe penetraram em mim e eu só conseguia pensar em uma coisa: “vai ser nesse dia”. Para mim, como toda boa botafoguense supersticiosa, era coincidência demais as duas coisas acontecerem ao mesmo tempo, isso jamais acontecera antes...tinha que ser, só podia ser...seria o meu maior presente, a maior alegria, seria o tal 18 de abril de 2010...

E foi. Indescritível, indecifrável. A palavra especial em toda a sua plenitude de sentidos. Não me lembro como foram todos os meus aniversários até hoje, mas, com toda a certeza, o dia 18 de abril de 2010 jamais será esquecido. De forma indiscutível o time que até então era considerado a quarta força do Rio, encerrava um campeonato que, normalmente, teria ainda mais dois jogos finais. O Botafogo foi o Botafogo. Eu fui o Botafogo. E todo torcedor naquele dia foi o Botafogo. Talvez você não saiba o que isso significa. Pois é, só quem nasceu com uma estrela ostentada no peito sabe a “dor e a delícia” de ser botafoguense.

Manu Pagotto é uma botafoguense fanática, que gosta de ser publicitária nas horas vagas, tem 23 anos, é capixaba e já fez todo tipo de loucura para ir ao RJ assistir os jogos do Fogão. Sigam no twitter: @manupagotto

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