quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma frase (repost)

Esse cansou de esperar

Existem coisas que não se apagam. Quer dizer, uma parte sai, mas a mancha parece que ficará lá, eterna. Deixe-me falar mais, talvez não tenha ficado tão claro assim.

No ano passado, eu tive um sonho. Não foi como o Martin Luther King, mas, nele, eu estava chegando com o meu filho no Engenhão. Ele era pequeno, parecia ter uns sete ou oito anos. Eu, orgulhoso, ajeitava o boné do Clash que insistia em deixar a pequena cabeça do menino e não tirava os olhos da face do garoto que, em pouco tempo, veria pela primeira vez o Engenhão por dentro.

Chegamos na arquibancada e o time já estava em campo. Não reparei na expressão do meu filho, pois meus olhos, já esbugalhados como os do Patolino, estavam voltados para o gramado. E lá estavam Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro esperando o início da partida.

Sabem qual é o problema desse sonho? Eu não tenho filho. Espero que vocês tenham entendido que não foi um sonho, mas, sim, um pesadelo.

O texto abaixo foi publicado no dia 25 de setembro de 2009 após a derrota por 1 a 0 para o "mais ajudado" no Engenhão. Certas coisas não mudam.

Uma frase


Madrugada sem sono, acordo e vou ler alguma coisa para ver se volto a dormir.

Saco "O Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde. Na verdade, sempre que eu pego esse livro, eu não o leio, apenas passo pelas dezenas de marcações que eu fiz. A maioria nas sensacionais tiradas do personagem Lorde Harry. Então, lá na página 15, eu me deparo com esta:


"Se nada sabem do triunfo, são pelo menos poupados da dor da derrota"


A lembrança do Juninho, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio foi inevitável.


Sim, eles, em tese, são melhores que os seus reservas, exceto no caso do Lúcio Flávio, que não produz rigorosamente nada.


Entretanto, a questão vai além disso. Não se trata de técnica, mas de personalidade, de caráter.


Olho para o campo e parece que ficaremos reféns desses perdedores para o resto da vida.

Thiago Pinheiro escreverá aqui ocasionalmente textos iguais a esse falando sobre a relação torcedor-clube e, também sobre política e finanças do Botafogo. É sócio-proprietário e lançou o livro "Botafogo - Muito Mais que um Clube" (esse texto está no livro).




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6 comentários:

  1. Falou tudo cara! L.G é, no máximo, pra compor elenco. Porra, jogador limitadíssimo. Gostar de jogador limitado é o cúmulo. Eu não falo mais do L.F pq eu simplesmente desisti. O que ele fala pro Joel pra ser escalado? O que ele fez esse ano pra ser titular do time? Caralho, o time ser limitado e tal, estar numa posição que ninguem esperava é uma coisa. Agora, você ser medroso. Parece que não quer correr risco. O Joel tá pensando em se garantir no Engenhão! Tenho certeza. Agora tem que correr pra ganhar, pq do jeito que tá só vai empatar.

    Abraço.

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  2. Thiago, essa frase que você colocou se encaixa em quase todos nesse nosso atual elenco.. Inclusive no projeto de treinador que é o Joel Santana (ou ele realmente se acha um cara vitorioso por ter trocentos títulos estaduais??)

    Na boa, depois de ontem, parei com o Botafogo este ano... e ano que vem, com ou sem Libertadores, espero que a diretoria tome uma atitude contra esses cânceres todos..

    Sabe o que mais me impressiona? Acho inadimissível que Joel Burro Santana não perceba o quanto este time melhora sem esses caras... Até minha sogra (que de futebol só entende que eu sou Botafogo, rs) percebeu ontem a melhora na postura do time após a saída do pantufa...

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  3. Nelson,

    nem para compor elenco o cidadão serve. Ele não consegue marcar, é ruim no alto, sempre falha nas horas decisivas e é um jogador caro.

    Joel é um técnico limitado e medroso. Você vai ver como só agora ele vai barrar o Lúcio Flávio.

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  4. Luiz,

    essa frase do "Retrato de Dorian Gray" é ótima, assim como muitas outras que existem no livro. Mas essa se encaixa perfeitamente na cabeça de vários jogadores.

    Como falei acima, não considero Joel um bom técnico. No máximo, um motivador e só.

    Quanto à manutenção do time, eu acho que é uma mistura de teimosia, mente limitada e alguma dose de pressão externa.

    Abraços!

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  5. Lucio Flavio é a própria expressão da derrota. E o mais grave, é que "nós sabemos" que o Joel também tem essa convicção..............
    Lucio Flavio, Guerreiro, Fahel e Alessanddro juntos produzem uma química, uma resultante já conhecidas: vacilação e derrotas. O Alessandro sem L.F. e Guerreiro ainda rende alguma coisa, pois tem luz própria, tem personalidade.
    Cenário p/2011: manter a base formada em 2010.NADA DE BARCA. Temos bons goleiros, bons zagueiros(na média), bons atacantes e meia-atacantes.
    Precisamos reforçar nossas alas/laterais(nem suplentes temos), e principalmente o setor de meio de campo com volantes/meias.
    Nada de desespero e nada de "dispensar meio-time".
    Temos é que manter a razoável/boa base formada em 2010, dispensando alguns, e reforçando nossos pontos fracos. É assim que se forma um time/grupo forte e competitivo.
    Por exemplo não podemos jamais renovar contrato com o Lucio Flavio para 2011. Temos que manter o Marcello Mattos para a próxima temporada. Contratar um volante/meia, e dolocar Guerreiro na suplência. Fahel deve ser negociado.
    Creio que a Diretoria de Futebol vem evoluindo, e verá a estratégia correta é essa: manter os pontos fortes e reforçar os pontos fracos do elenco.

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  6. Ainda acho que o baixo rendimento se deve a um só fato: A falta que Maicosuel faz. Infelizmente os esforços da diretoria para tê-lo e o Jobson, que antes da contusão era tido como o melhor do Botafogo no Brasileirão, foram poucos. Faltou montar um elenco maior e melhor. Ainda acho que o Leandro Guerreiro e o Alessandro não devem entrar no mesmo barco que o Lúcio Flávio e o Fahel (o Túlio Souza é outro, há tempos).
    Sem Maicosuel, perdemos o elo entre a bola e o ataque. Sem Marcelo Matos, somos nada na cabeça-de-área. Sem Herrera, dá pena de ver o Loco Abreu ter que voltar e fazer o trabalho do Jobson. E de todos, a maior falta é a do Maicosuel!

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