quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amarelinha alvinegra.


       





      Engenhão lotado. Botafogo contra aquele time vermelho e preto da beira da Lagoa. Aos 42 do Segundo Tempo o técnico me bota em campo, aos 46 driblo um zagueiro e chuto forte, no ângulo. Um a zero Botafogo, gol do Thales, a torcida grita meu nome que ecoa pelo Engenho de Dentro. Ao chegar em casa ligo o computador, vou no Twitter e o Botafogo News em menos de 140 caracteres diz: "O Thales é mito!".

Era assim, meus caros, que queria me apresentar frente à torcida do Botafogo. Por um infortúnio da vida, o Papai do Céu, que muitas vezes parece torcer para o time de lá, me fez um baita perna de pau. O gol no último minuto fica para a próxima encarnação. 

Deus me fez, entretanto, metido a saber escrever. Escrevo palavras difíceis, mas o que queria mesmo era um golaço. Então é assim, com palavras, ao invés de gols que me apresento a vocês, torcida alvinegra, que comumente chamarei pela alcunha de "meus caros". 

Na semana passada, as pressas, tive que profetizar o que aconteceria no jogo contra o Atlético, e, como alguém que bota os cotovelos na mesa, fui um tremendo de um mal educado, não me apresentei. Sou o Thales, não o de Mileto, mas o que que gosta da Estrela Solitária como quem gosta da vida, que é daqueles botafoguenses de fora do Rio, que era o interino do perfil twítico do BotafogoNews durante um tempo, mas, como interino é coisa de flamenguista, venho me empolgando em deixar minhas letras por aqui. Mais uma conclusão inefável do fundo da minha alma: o Botafogo merece muito mais que 140 caracteres. 

Assim como o Botafogo, na semana passada, fui muito bem sucedido. Acertei na mosca. Os 190 de Sete Lagoas, o drama e a maldade transformaram o mundo. E muito mais do que a atuação do Edno, foi toda essa combinação vidêntica que nos deu a vitória, os três pontos, e nos aproximou da glória suprema de Porto Alegre, que ocorrerá, Mané queira, dia 5/12. 

Nada contra o Atlético lá de Goás. Tudo a favor do Botafogo. Hoje tem que ser um jogo que o Botafogo ganhe como quem chupe uma laranja, já dizia o Nelson, simples, fácil e gostoso. É o primeiro dos seis passos para o céu. É aquela brincadeira de infância, a amarelinha. Ninguém pode cair no primeiro pulo. 

Agora falemos dos números. E vocês ainda se revoltam com os matemáticos? Revoltem-se contra os políticos, mas deixem a álgebra em paz. O Botafogo já provou esse ano que nada tem a ver com números. No carioca provou-se que os seis do jogo no Engenhão contra o Vasco valeram menos que dois do título da Guanabara e isso é tão histórico quanto a descoberta de Copérnico, não me venham falar que não. Por fim no Sábado, o 1% de torcedores botafoguenses fez a festa na Arena do Jacaré, contra os 99% de galináceos. 

É um por cento que temos? É com um por cento que vamos. Me preocuparia se tivéssemos 99% de chances de título, afinal, meu caro botafoguense calejado, você sabe, conosco, quando tudo vai muito bem, obrigado, a tendência é a vaca sempre dar o seu jeitinho de voltar para o brejo.

Thales quer saber o que você vem achando dessas palavras aqui. Comenta aí, segue ele no Twitter @thalesche ou manda um e-mail thalescmachado@gmail.com - Se você esbanjar simpatia, até o telefone ele te dá!


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