André acabou de fazer o terceiro gol. Desliguei a televisão. Sentei na escrivaninha e abri o Word.
Não estou sozinho no sentimento. O meu twitter é repleto de alvinegros que lamentam da mesma forma.
Há um misto de raiva com desânimo. “O que se passa? Como isso aconteceu? De quem é a culpa?” – eu penso. Thiago Pinheiro, nobre alvinegro, inteligentemente comenta:
“@pinheiro77 Isso aconteceu em 2007, 2008, 2010 e 2011. E só sabem reclamar do time. É...”
Faz todo sentido.
Assim como venho dizendo nas últimas colunas, Caio Jr, Alessandro, Somália e outros não são os verdadeiros culpados. Há algo errado e, muito provavelmente, nem camisa alvinegra usa.
O câncer está alojado em algum local secreto, longe dos protestos da torcida, nunca interpelado pelas organizadas. Esse mal – que eu juro que não sei o que é – fez-se presente nos últimos anos, nas últimas administrações, está enraizado, por mais três anos, provavelmente.
Mesmo sem ter procuração, defendo todos do elenco. Todos mesmo. O time de 2007/2008 não jogou em 2010/2011, mas o resultado é o mesmo: fracasso, desilusão e vergonha.
Há algo de errado que não participa da preleção ou aparece nos álbuns de figurinhas.
Cuidado! Antes de pedir a cabeça de jogador ou técnico, lembre-se: essa história repetiu-se deveras vezes nos últimos anos.
Muita coincidência? Não entendo assim. Thiago Pinheiro nos provou que há algo de errado e não é com o elenco ou técnico.
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| Loco perdeu o pênalti |












