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domingo, 27 de novembro de 2011

A vergonha que me sobra



André acabou de fazer o terceiro gol. Desliguei a televisão. Sentei na escrivaninha e abri o Word.

Não estou sozinho no sentimento. O meu twitter é repleto de alvinegros que lamentam da mesma forma.

Há um misto de raiva com desânimo. “O que se passa? Como isso aconteceu? De quem é a culpa?” – eu penso. Thiago Pinheiro, nobre alvinegro, inteligentemente comenta:

“@pinheiro77 Isso aconteceu em 2007, 2008, 2010 e 2011. E só sabem reclamar do time. É...”

Faz todo sentido.

Assim como venho dizendo nas últimas colunas, Caio Jr, Alessandro, Somália e outros não são os verdadeiros culpados. Há algo errado e, muito provavelmente, nem camisa alvinegra usa.

O câncer está alojado em algum local secreto, longe dos protestos da torcida, nunca interpelado pelas organizadas. Esse mal – que eu juro que não sei o que é – fez-se presente nos últimos anos, nas últimas administrações, está enraizado, por mais três anos, provavelmente.

Mesmo sem ter procuração, defendo todos do elenco. Todos mesmo. O time de 2007/2008 não jogou em 2010/2011, mas o resultado é o mesmo: fracasso, desilusão e vergonha.

Há algo de errado que não participa da preleção ou aparece nos álbuns de figurinhas.

Cuidado! Antes de pedir a cabeça de jogador ou técnico, lembre-se: essa história repetiu-se deveras vezes nos últimos anos.

Muita coincidência? Não entendo assim. Thiago Pinheiro nos provou que há algo de errado e não é com o elenco ou técnico.

Loco perdeu o pênalti

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Em resposta aos comentários do post anterior:

Ninguém comemora vaga na Sul-Americana. Também não vejo torcedor dizendo: “Dane-se a vitória, o CT é muito bom!” ou “Quem liga pra título, quando se tem um estádio?”

Não tenho reclamações sobre o clube. Esse, nos últimos 8 anos, cresceu que é uma maravilha. Não preciso citar as melhorias, pois todos conhecem. Bebeto de Freitas fez e o atual presidente faz um trabalho exemplar.

Eu reclamo dos jogadores, porque, infelizmente, o time de 2011 foi muito bom.

Sabe aquele momento do campeonato em que jogamos o fino da bola? Esse time era tão bom que o Barcelona não seria páreo.

Por outro lado, sabe esse time que perdeu cinco das últimas seis rodadas? Esse é fraco demais. Capaz de perder pro América-MG.

A verdade é que, pra qualidade dos jogadores, o resultado do time é pífio. Eles poderiam conquistar mais do que imaginávamos.

Lutaram tão bravamente que, até o final do campeonato, jurávamos que, pelo menos, a vaga da Libertadores estava certa.

Estávamos enganados.

Por alguma razão desconhecida, o rendimento do time – não do clube – caiu. Saímos da terceira posição para o meio da tabela do campeonato.

Como pode o fracasso vir tão arrebatador?

Não venham culpar o elenco. O Bruno Thiago jogou o quê? Três partidas? E o Somália? Quatro? Ou será que o Léo foi quem entregou o Campeonato? A culpa é da queda de produção dos onze titulares.

Ora, se nos titulares não posso confiar, vou pedir salvação aos reservas?

E por mais que as falhas sejam inerentes aos seres humanos, elas foram catastróficas ao Botafogo. Some isso a ausência de poder de reação e pronto: perdemos a vaga da Libertadores com rodadas de antecedência.

Antes que culpem Caio Jr devo dizer: mesmo que seu trabalho não fosse bom, demitir o técnico faltando três rodadas do Brasileirão é decisão pra agradar a platéia.

O povo pediu e o imperador atendeu. Vocês ficaram satisfeitos com a decisão, mas o resultado, que era importante, não veio. Ou seja, continuamos na mesma, agora, sem comando.

Que discordem do meu discurso, será um prazer ver as opiniões, mas não tentem me calar:

Minha voz canta o hino e cobra tradição.

domingo, 13 de novembro de 2011

#temqueterpaixão?

Mas até quando ela será platônica?! Quando poderei afirmar que há uma reciprocidade do clube/time com a torcida?

Ora, não há amor que sustente tanta desilusão.

Segundo reportagens da grande mídia, Anderson Barros passou aos nossos jogadores a história recente do torcedor alvinegro. O dirigente quis explicar a razão da nossa impaciência. Pois bem, deixem-me resumir aquilo que possivelmente foi dito: desde 1999 foram apenas dois títulos (cariocas); a última Copa Libertadores disputada pelo Botafogo foi em 1996; e um rebaixamento no início do século.

Diante disso, eu pergunto:

Como esperar que alguém, em nome de uma paixão, abandone os amigos, o trabalho, a família e gaste vinte ou quarenta reais para ver uma decepção?

Eu não sei o que motiva. Mesmo assim, alguns poucos de nós fazem esse sacrifício em nome da paixão.

A culpa é da torcida? Não, ela sempre se fez presente.

Esse é o meu ponto: a paixão por parte da torcida já está mais do que provada.

Jejuns de títulos, freguês de todos os outros times cariocas, rebaixamento, nada de Libertadores... Apesar dos infinitos adventos, o torcedor comparece num número proporcional as nossas últimas alegrias.

E quanto aos jogadores?

Futebol? Eles mostraram que tem. Salários? Estão em dia! Está faltando o quê?

Paixão?

Esse é o meu ponto.



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Obs: e não me venham com esse papo de que jogador quer só dinheiro. Jogador quer título, pra subir na carreira e ter mais dinheiro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Uma Possibilidade


Eu não pude ver o jogo do Botafogo contra o Cruzeiro. Estava trabalhando e será assim até o fim do Campeonato Brasileiro. Portanto, não posso fazer comentários acerca do derby.

No entanto, soube pelo Facebook e Twitter que um torcedor jogou uma garrafa em campo.

Todo alvinegro – eu disse TODO – sabe que isso pode nos custar o mando de campo. E TODO botafoguense – eu disse TODO - sabe que querem nos tirar do Engenhão no último jogo do Brasileirão.

Eu não creio que um botafoguense, por mais bêbado que pudesse estar, jogaria uma garrafa em campo. Ainda mais sabendo que isso nos prejudicaria, podendo tirar a vaga da Libertadores ou o título.

Diante disso, pensei na seguinte possibilidade:

Já imaginou que a pessoa que jogou a garrafa pode ter sido paga pela FFERJ ou pelo Flamengo para tirar o Engenhão do Botafogo na última rodada?

Não é impossível. Um ingresso, cinqüenta reais, uma garrafa e muita má vontade. Receita suficiente para atrapalhar o Glorioso.

Aliás, não só a FFERJ e o Flamengo que estão interessados nessa mutreta, Vasco, Fluminense e os órgãos de segurança do Estado do Rio de Janeiro também querem nos tirar do Engenhão.

Pensem nisso.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Hoje é dia de decisão

Legenda desnecessária
Se você tem uma superstição: mantenha.
Se você tem uma promessa pendente: cumpra.
Se você tem uma religião: reze.
Se você tem um amuleto da sorte: use-o.

Hoje é o dia de decisão.

Não que uma derrota ou empate acabem com nossas chances, mas verdade seja dita, uma vitória modifica tudo. TUDO mesmo.

Não é só a nossa liderança. É o balde de água fria na cabeça dos adversários. São as chances de título potencializadas a mil. É o ânimo da torcida. É o ânimo dos jogadores. É o dinheiro que entra e paga os prêmios atrasados. É o nome do clube nos jornais. São as camisas alvinegras na rua.

Não é só uma vitória, é deixarmos de ser um mero concorrente para nos tornarmos favorito.

Continuo frisando que não será a derrota ou empate que nos derrubará.

Quem é Botafogo sabe que adversidade é combustível para o clube.

domingo, 16 de outubro de 2011

Tempestade Tropical

Alessandro, quantos gols o Botafogo fez na partida de hoje?
Se tem um time chato, esse time é o Atlético Paranaense. Pior, o camisa 10, capitão do elenco, já jogou no Botafogo e sempre foi um algoz nosso.

Ameaçaram o Botafogo. Diziam que um Furacão chegaria ao Rio de Janeiro, com a força de 3 anos de invencibilidade e na luta contra o rebaixamento. Falaram que o técnico deles, um homem de 90 anos de carreira e que ainda tem cabelos pretos como a noite, montaria um esquema tárico capaz de segurar o empate.

Fiquem tranqüilos, o pior já passou. O furacão era uma tempestade tropical.

O jogo foi sem graça, não temos o que comentar. Um gol de cabeça do Antonio Carlos numa falta cobrada pelo Renato e um gol do Loco de pênalti. Isso já diz muito sobre o derby. O que importa é que somamos três pontos.

Aliás, três pontos, sexo e pizza são a mesma coisa: nem sempre são como esperamos, mas nunca são ruins.

Tempo feio, jogo insosso... Deixa pra lá!

O que importa mesmo é quarta-feira!É ganhar ou ganhar!! É o momento dos homens darem uma lição nos meninos!!

OBS: A parceria com a @BrahmaFogo já se mostra pé-quente. Parabéns aos envolvidos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Loco só tem um

Esse é o 2 a zero dos meus sonhos.
Eu vi um atacante ir para a zaga. Vi um imperador fazer papel de bobo da corte. Vi um goleiro se recuperar de péssimas atuações. Vi um líder sem grandeza. Vi um gol anulado. Vi um time com um a menos ganhar fora de casa. Vi o sempre protegido perder para o eternamente prejudicado.

Vi muita coisa num jogo só. Difícil contar.

O que importa é o que eu vi no fim do jogo: a tabela de classificação. O Botafogo tem dois pontos a menos que o líder. Detalhe, ainda nos falta um jogo. Vi esperança.

Eu não sei o que o Caio Jr. conversou com os jogadores durante a semana. Seja o que for, surtiu efeito na grande maioria.

Ainda assim, infelizmente, Cortês tomou aquele cartão amarelo bobo na hora de bater o lateral. Rapaz de Quissamã/Nova Iguaçu sem malandragem é fogo! Levar aquele cartão amarelo é típico de quem cresceu com leite com pêra. Ora, Cortês, teu negócio é quibe e esfiha! Toma tendência!

Acho que a expulsão do Cortês veio pra dar mais um gosto de heroísmo ao time. Todos tiveram que se desdobrar, em especial o goleiro Renan.

O menino tem uma tarefa difícil: se contentar com a reserva e substituir um goleiro de seleção.

Não só Renan vive à sombra do Jefferson, como tem uma concorrência no banco, Milton Rafael e Luís Guilherme são muito bons.

Renan mostrou serviço.

No mais, o Botafogo ganhou no suor e no sangue. Se o futebol bonito não vai resolver, que seja na canelada e no desespero. Se não dá para organizar, que seja na base do caos.

Bola pro mato que o jogo é de campeonato!

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Quero mandar um abraço pro Alessandro, nosso lateral-direito:

Alessandro, tu joga isso e futebol!!!


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Ainda nos faltam 10 rodadas. São 30 pontos! Eu acredito!

Domingo é jogo pra ganhar e lotar o Engenhão!!

sábado, 8 de outubro de 2011

Algo estranho, não acham?

Como um futebol tão bonito se desfaz tão rapidamente? Qual é a explicação para tantos resultados ruins?

Será que o esquema tático não engana mais? O time, mesmo quando entra com a formação principal, não tá jogando a mesma bola de antes. Elkeson e Maicosuel não são mais tão eficientes e até o Renato anda errando os passes.

Será que os jogadores cansaram? Não é possível. Boa parte do elenco ficou HUM MÊS sem jogar e aproveitaram o tempo para condicionar o time fisicamente.

Será que os convocados fazem falta? Então é de se conversar com os jogadores, focar na reta final. Não é só o título que está se afastando, a vaga da Copa Libertadores corre risco de escapar por entre nossos dedos.

Será que o Caio Jr não tá sabendo mexer? O time precisa fazer substituições que causem impacto, acelerem o time e dêem ânimo. Hoje, a entrada do Wiliam ajudou, mas ficamos sem lateral-direito.

Os salários estão em dia? Só as bonificações estão atrasadas? Há algum problema dentro do elenco? As palavras do presidente não surtiram efeito? Caio desanimou? Ou foi o grupo? Perguntas não faltam.

O que falta é explicação.

Com o futebol de hoje, até a esperança vira desfalque.

É pra se preocupar mesmo!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Acreditem

A partir da 30ª rodada as coisas melhoram. Enfrentaremos, nessa ordem: Atlético-PR; Avaí; Cruzeiro Figueirense; Vasco; América-MG; Internacional; Atlético-MG, e; Fluminense.

Nas últimas 8 rodadas do primeiro turno, ganhamos do Avaí, Cruzeiro, Vasco, América-MG, Atlético-MG e Fluminense. Perdemos do Atlético-PR, Figueirense, Internacional.

É óbvio que as derrotas foram fora de casa, e que, agora, será bem diferente com o Engenhão lotado. Além disso, temos dois clássicos contra adversários que sofrem com o nosso time.

Some isso ao fato de que temos um jogo a menos.

Do início ao fim, acreditem.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Seleção, Salto Alto e Observações

Escolha a sua legenda
Eu não sou um homem inteligente, não tenho um futuro brilhante e muito provavelmente morrerei cedo por conta do meu estilo de vida. Por conta disso tudo, eu não posso ser uma pessoa dona de palavras amigas e que ajudam. Se não for sobre churrasco, ficar bêbado e falar merda, eu só posso dar um conselho: PASSA PRO LOCO!!!

Sim, na minha vida eu só sei essas quatro coisas e uma delas é que o Loco resolve. Vale mais a pena confiar na qualidade do uruguaio que apostar no bom momento de Elkeson e Cortês.

O esporro do Loco no final da partida mostra que o Botafogo está no caminho certo. Se o time estivesse satisfeito, seria pior pra nós, torcedores. É preciso fazer mais, jogar melhor, não sofrer pressão e resolver quando possível.

Foi vitória, mas não foi suficiente. Falta muito campeonato. Além disso, temos jogos difíceis, jogaremos com o time desfalcado por conta das convocações e suspensões e ainda tem os jogos da Sul-Americana.

Ainda não é o momento de comemorar. Vamos com calma, sempre nos cobrando. Lembram do Oba-Oba que fizeram pros queridinhos da mídia paulista e carioca? Eles afundaram!

Vamos do nosso jeito: sem festa, só futebol.

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OBS: Essa semana foi aniversário do Alessandro. Parabéns ao “Presidente”. Desde que assumiu a posição de reserva fixo, ele tem ajudado muito dentro do campo. Eu já acho que o Alessandro deveria ter só essa função. Ele poderia se dedicar 100% ao ambiente do elenco e deixar o Lucas jogar bastante.

OBS 2: O Presidente do Botafogo se filiou ao PMDB. Há rumores de que ele será candidato a vereador no Rio de Janeiro. Não quero entrar na questão de posicionamento político, muito menos falar mal do partido do Sarney, Cabral, Eduardo Paes e etc, etc, etc... Só digo uma coisa: usar o Botafogo como trampolim/vitrine dá azar! Toma cuidado, presidente, vai que você passa uma vergonha nas urnas...

OBS 3: Meu pai costumava me contar histórias de futebol que começavam assim: “Naquela época só existiam Botafogo e Santos...”

Hoje, a seleção tem 3 jogadores do Botafogo (Elkeson, Cortês e Jeferson) e 4 do Santos (Neymar, Borges, Danilo e Rafael).

Agora, imagine um time assim: Jefferson; Danilo, Edu Dracena, A. Carlos e Cortês; Helano, Renato, Ganso e Elkeson; Borges e Neymar.

O futebol brasileiro renasce junto com Santos e Botafogo. Coincidência ou não, no início do século passado, o futebol se tornou nessa paixão nacional com esses dois clubes brilhando.

OBS 4: No domingo, a venda de ingressos será feita APENAS em General Severiano e no Caio Martins até as 13h. Não haverá venda no Engenhão!

domingo, 18 de setembro de 2011

“Dois Pontos Perdidos” ou “É Clássico”?

"Ó, não peida, não, ein!" - Abreu, Loco 2011
Não sei como começar. O Botafogo soube. Aliás, por todo o primeiro tempo, o Glorioso foi superior. Eles cometiam as faltas, batiam firme, mas ficaram de bobo na nossa rodinha. Um a zero, mais o passeio, mais o esculacho do Loco.

No segundo tempo eles voltaram acordados. Vai ver anotaram a placa. Conseguiram o empate, mas a alegria durou pouco. O Botafogo voltou a ser superior. Saíram Herrera e Felipe Menezes, o time continuou jogando um futebol melhor, de qualidade e envolvente.

Infelizmente, o placar permaneceu empatado.

A minha dúvida reside no seguintes pensamentos:

1- O time do Botafogo foi indiscutivelmente melhor. Futebol acima da média. Jogamos sem um dos nossos craques. Eles não, o time deles estava completo. Será que a diferença em campo tinha que ter se confirmado no placar? Será que perdemos dois pontos em casa?

Ou:

2- Clássico é assim mesmo! Detalhes resolvem. A sorte que faltou ao Botafogo serviu ao adversário, que viu a bola quicar na frente do Loco, ou que inflou o goleiro de um gás extra para segurar a bola. Será que o empate foi justo? Será que é aceitável?

Qual será a resposta certa?

Isso é para cada um escolher.

OBS: El Loco Abreu é disparado o maior ídolo do futebol brasileiro. Não há jogador com mais identificação e mais idolatrado. Até o queridinho da grande mídia já foi questionado. O artilheiro da camisa 13 nunca foi vaiado. NUNCA!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Profissão de Risco

O anti-herói
Jobson sempre foi uma aposta perigosa, mas sempre deu retornos positivos.

Em 2009, era um jogador desconhecido, afastado do Brasiliense, e que passava por maus bocados. Salvou-nos do rebaixamento, foi herói. Depois, foi punido por doping e foi vilão.

Em 2010, enquanto o time tinha Herrera, Maicosuel, Jobson, Marcelo Mattos, Fábio Ferreira e Loco, a campanha foi maravilhosa. Subimos na tabela, sonhamos com o título. Jobson foi um dos heróis. Depois, ele se tornou num jogador indisciplinado, desfalcou no final da campanha, e se tornou vilão.

Em 2011, Jobson forçou sua ida a outro clube. Teve uma força por parte da direção, uma falta de esperança por parte da comissão e um dinheiro oferecido. Ele foi. E foi meio vilão, meio herói em busca de salvação. Lá, ele criou mais problemas. Depois, Jobson foi para a Bahia, onde foi herói meteoricamente e terminou vilão melancolicamente.

Agora, Jobson sofre uma punição pelo doping de 2009. Férias forçadas com o salário pago. Vilão! Muito vilão!

Se Jobson é (foi) ou não viciado, desconheço. No entanto, é nítido que o jogador tem suas questões disciplinares, quiçá psicológicas.

Eu, na minha humilde opinião, acredito que Jobson é uma aposta e que vale a pena acreditar nele. Mas não sou eu quem decido isso e não sou unanimidade na torcida.

Jogadores complicados? Tivemos mil no Botafogo. Garrincha, Heleno de Freitas, Manga e Marinho Chagas são alguns exemplos, só para falar de ídolos.

Meu grande argumento para defender a manutenção do jogador é simples: Jobson joga muita bola e sabe ser decisivo.

Um homem de vinte e poucos anos não aprende a jogar bola. Ou ele sabe, ou está fadado a ser o “pereba”. Jobson sabe jogar.

O Homem, em qualquer idade, pode aprender uma lição e crescer na vida. Jobson ainda tem tempo.

Mais uma vez dando a minha opinião, eu reintegraria Jobson ao elenco. Assim ele poderia ver de perto que a dedicação, a responsabilidade, o esforço, a união e a felicidade formam uma equipe vitoriosa.

E quem não mudaria de comportamento só para ser campeão?

domingo, 11 de setembro de 2011

Uma Derrota Perfeita

Ninguém aqui achava que o Botafogo não perderia novamente. Ou achavam?

Derrota faz parte do jogo e do campeonato. E essa derrota de 5 a 0 foi ótima para o Botafogo. Quer saber por quê?

1- Momento certo para perder, pois todos da parte de cima da tabela perderam (isso pode ser sinal de sorte);
2- O Botafogo ainda tem aquele jogo a menos, que pode fazer toda a diferença;
3- O abalo que uma derrota dessa cria vira ânimo pro time. Esse é o tipo de coisa que acorda o elenco, tira jogador do salto-alto;
4- Voltamos a colocar os pés no chão, sem aquele “oba-oba” da imprensa, que já estava crescendo o olho;
5- Obriga nosso próximo adversário a atacar mais ainda, pois, já que o Glorioso perde de 5 a 0, e eles dependem urgentemente de uma vitória, esse é o momento exato para eles tentarem algo. O que é muito bom pra gente;

O título não fugiu, a Libertadores não virou sonho e o time ainda é aquele de um mês atrás. Nada mudou para o nosso clube. A pretensão continua sendo a mesma.

Vão dizer que o encanto sumiu, ou que tudo não passou de relampejo, ou que o sonho acabou. Estão todos enganados!

E digo mais:

Nada melhor que ganhar um clássico para apagar uma goleada.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Não podes perder, perder pra ninguém

Primeiro e segundo colocados tem 4 derrotas; o Botafogo, terceiro colocado, tem 5 derrotas; e o quinto perdeu apenas 2. O que importa é vencer, amigo! Esse papo de ser invicto é papo de quem só luta por vaga de Libertadores. EU QUERO É TÍTULO!

Destaque para o Loco Abreu, que jogou no meio-campo, fazendo uma função tática de confundir o adversário. Eles ficaram perdidos no primeiro tempo, o zagueiro do porco ficou no meio de campo, abrindo a defesa. No gol do Herrera, reparem que o Loco sai da jogada com dois zagueiros marcando ele. É mito!

Esse é o BOTAFOGO: um time de operários numa luta de classes.

Se a Globo não quer passar nossos jogos, que não passe! A revolução não será televisionada!!





sábado, 27 de agosto de 2011

Última Rodada do Primeiro Turno

Fred não deu show
Fred, a chiliquenta, se esforçou. Bandida, ele conseguiu fazer um gol, arranjar uma confusão com o Herrera e deu uma cotovelada no Fábio Ferreira. Ele é ídolo de um clube que nunca primou pela honestidade. Basta estudar os primeiros anos do futebol carioca.

Por mais que o Furacão Fred (sim, furacão sempre leva nome de mulher) estivesse em campo, ele foi rebaixado (sim, de novo) para categoria 1.

No Engenhão, esse suposto vendaval não passou de uma brisa nervosinha, um redemoinho de cores, um vento assanhado, um fluminense.

Loco Abreu não foi protagonista, mas não deixou de ser importante. Lucas parece ter enterrado de vez o craque Alessandro. Elkeson continua mantendo a média de ser importante e decisivo. Maicosuel, mesmo que vagarosamente, ainda cresce. Nossos zagueiros, mais uma vez, provaram ser de confiança... por aí vai.

Sobre o Primeiro Turno

O grande mérito desse primeiro turno foi a formação do elenco. Time é substantivo singular e provamos isso. Conseguimos driblar adversidades mil. A pressão de um péssimo carioca e uma desclassificação precoce da Copa do Brasil; várias rodadas sem Jefferson e sem Loco; suspensão do Herrera; a volta do Maicossuel, que ainda acontece; e outras tantas...

Quem diria que o Botafogo terminaria o primeiro turno entre os cinco primeiros?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Café Com Leite

13 vitórias nos últimos 20 confrontos.

Essa é a crônica do jogo.

Ah, o resultado foi 2 a 1.

Você sabe pra quem e contra quem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vai Entender...



Esse vídeo, como inúmeros outros do Loco Abreu, virou febre entre os rubro-negros, molambos. Coisa engraçada de se ver.

Verdade seja dita, Loco Abreu HUMILHOU o urubu e, ainda assim, é querido por eles como uma figura emblemática e de personalidade forte.

Eles, os comuns e sem personalidade, tinham o mesmo "feeling" com Garrincha.

Síndrome de Estocolmo? Freud explica? Coisa de mulher de malandro mesmo! De gente que ama apanhar.

Torcer para o Botafogo é ser incomum, imperfeito e, ainda assim, ser muitos e divino.

Segue um texto do Poetinha, que sabia muito bem sobre o que eu falo:

"Olhe aqui, Mr.Buster: está muito certo
Que o senhor tenha um apartamento em Park Avenue e uma casa em Beverly Hills.
Está muito certo que em seu apartamento de Park Avenue
O senhor tenha um caco de friso do Partenon, e no quintal de sua casa em Hollywood
Um poço de petróleo trabalhando de dia para lhe dar dinheiro e de noite para lhe dar insônia.
Está muito certo que em ambas as residências
O senhor tenha geladeiras gigantescas capazes de conservar o seu preconceito racial
Por muitos anos a vir, e vacuum-cleaners com mais chupo
Que um beijo de Marilyn Monroe, e máquinas de lavar
Capazes de apagar a mancha do seu desgosto de ter posto tanto dinheiro em vão na guerra da Coréia.
Está certo quem em sua mesa as torradas saltem nervosamente de torradeiras automáticas
E suas portas se abram com célula fotelétrica. Está muito certo
Que o Senhor tenha cinema em casa para os meninos verem filme de mocinho
Isto sem falar nos quatro aparelhos de televisão e na fabulosa hi-fi
Com auto-falantes espalhados por todos os andares, inclusive nos banheiros
Está muito certo que a Senhora Buster seja citada uma vez por mês por Elsa Maxwell
E tenha dois psiquiatras: um em Nova York, outro em Los Angeles, para as duas "estações" do ano.
Está tudo muito certo, Mr.Buster - o senhor ainda acabará governador do seu Estado
E sem dúvida presidente de muitas companhias e petróleo, aço e conciências enlatadas.
Mas me diga uma coisa, Mr.Buster
Me diga sinceramente uma coisa, Mr. Buster:
O senhor sabe lá o que é um choro de Pixinguinha?
O senhor sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal?
O senhor sabe lá o que é torcer pelo Botafogo? "

Vinícius de Moraes

domingo, 7 de agosto de 2011

"Trago a Pessoa Amada em 3 Pontos"

                                                                                Zagallo deu a saída de bola, com o pé esquerdo, ele passou para o pé direito de Loco. Era o passado em sintonia com o presente.

Possivelmente inspirado nos seus antepassados de posição, Cortês teve uma atuação de gala, lembrando Nilton Santos.

Renato foi seguro e centrado no meio de campo, com um pé feito na forma, reinventando um Gerson.

Loco Abreu foi cruel - muito cruel -, a moda de Didi, Túlio e tantos outros.

Ouso em afirmar que Felipe Menezes foi um Sérgio Manoel; Marcelo Mattos, Carlos Roberto; Elkeson, Paulo César Caju; a dupla de zaga de 89; e por aí vai.

Talvez, hoje, não tenha sido um jogo qualquer, mas um ritual de transição, ou um passe espírita ou algo do tipo. Mas uma coisa é certa: nosso contato com o divino começou quando fizemos o descarrego do Alessandro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sul-Americana – um caminho vantajoso


Boa, barata e bonita

O título já diz tudo e, para melhor esclarecer a minha opinião, vou trazer todos os fatores que me levam a pensar dessa forma.

1 – Investimento menor: é uma copa curta e de dificuldade menor;
2 – Títulos: ganhando a Sul-Americana, o time pode disputar outros 3 títulos internacionais;
3 – Lucrativa: há a possibilidade de levar três prêmios em dinheiro e ainda garante uma vaga na Libertadores;
4 – Mídia: são várias notícias que colocam o Botafogo na capa dos jornais do Brasil e do mundo e no site da FIFA;
5 – Tabela de melhores times: ganhando esses títulos, o Botafogo volta a subir na tabela da CONMEBOL;

A Copa Sul-Americana é rápida, com uma rodada brasileira e mais 4 rodadas. Cada rodada é feita com jogos de ida e volta, valendo a contagem de gols fora de casa. Não sei como é hoje em dia, mas, em 2008, o prêmio do campeão era melhor que o da Libertadores.

O Campeão da Sul-Americana disputa a Libertadores do ano seguinte, disputa a RECOPA e a COPA SURUGA BANK.

A RECOPA é o confronto entre o campeão da Libertadores contra o campeão da Sul-Americana. Além de um título importante, vale um prêmio em dinheiro.

A COPA SURUGA BANK é coisa nova e tem cara de ser mero campeonato caça-níquel. Como vivemos num mundo capitalista, ta aí uma grana que pode nos fazer bem. É apenas um jogo entra o campeão sul-americano e o campeão da Liga Japonesa de Futebol. Dinheiro fácil.

A VAGA da Libertadores. Talvez o mais importante aos olhos dos botafoguenses. Finalmente a chance de voltar ao torneio mais importante do nosso continente e ganhar aquilo que nos é de direito.

Mais lucrativa, rápida e vale títulos. Muito melhor que ficar lutando por vaga no G4, onde o time só luta por uma vaga que a Copa Sul-Americana também dá.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bota na Mão do Vasco

É fácil ser craque, quero ver ser único.
1- Estevam Soares e Joel Santana já foram vítimas. Caio Jr será a próxima? Será que o time da Colina conseguirá derrubar esse técnico com dificuldade em substituições?


2- Será que uma vitória no próximo clássico servirá de estímulo para o grupo?

É preciso lembrar uma coisa: melhor perder uma e ganhar outra do que empatar duas vezes. Essa campanha oscilante é mais positiva que a inércia e o marasmo do empate.

Quero aproveitar esse espaço e mandar um abraço para o amigo Alexandre Oliveira:

- Alexandre, tá fazendo o que aqui no Brasil? Volta pro Oriente Médio! Você merece um salário de sheik. Não perca o seu tempo aqui. Pode deixar que a torcida te dá o apoio necessário.