Ninguém comemora vaga na Sul-Americana. Também não vejo torcedor dizendo: “Dane-se a vitória, o CT é muito bom!” ou “Quem liga pra título, quando se tem um estádio?”
Não tenho reclamações sobre o clube. Esse, nos últimos 8 anos, cresceu que é uma maravilha. Não preciso citar as melhorias, pois todos conhecem. Bebeto de Freitas fez e o atual presidente faz um trabalho exemplar.
Eu reclamo dos jogadores, porque, infelizmente, o time de 2011 foi muito bom.
Sabe aquele momento do campeonato em que jogamos o fino da bola? Esse time era tão bom que o Barcelona não seria páreo.
Por outro lado, sabe esse time que perdeu cinco das últimas seis rodadas? Esse é fraco demais. Capaz de perder pro América-MG.
A verdade é que, pra qualidade dos jogadores, o resultado do time é pífio. Eles poderiam conquistar mais do que imaginávamos.
Lutaram tão bravamente que, até o final do campeonato, jurávamos que, pelo menos, a vaga da Libertadores estava certa.
Estávamos enganados.
Por alguma razão desconhecida, o rendimento do time – não do clube – caiu. Saímos da terceira posição para o meio da tabela do campeonato.
Como pode o fracasso vir tão arrebatador?
Não venham culpar o elenco. O Bruno Thiago jogou o quê? Três partidas? E o Somália? Quatro? Ou será que o Léo foi quem entregou o Campeonato? A culpa é da queda de produção dos onze titulares.
Ora, se nos titulares não posso confiar, vou pedir salvação aos reservas?
E por mais que as falhas sejam inerentes aos seres humanos, elas foram catastróficas ao Botafogo. Some isso a ausência de poder de reação e pronto: perdemos a vaga da Libertadores com rodadas de antecedência.
Antes que culpem Caio Jr devo dizer: mesmo que seu trabalho não fosse bom, demitir o técnico faltando três rodadas do Brasileirão é decisão pra agradar a platéia.
O povo pediu e o imperador atendeu. Vocês ficaram satisfeitos com a decisão, mas o resultado, que era importante, não veio. Ou seja, continuamos na mesma, agora, sem comando.
Que discordem do meu discurso, será um prazer ver as opiniões, mas não tentem me calar:
Minha voz canta o hino e cobra tradição.




