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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Breves Comentários

Sobre o Carioca de 2012

Não entrem na ilusão de que as coisas são fáceis. Tenha certeza que ao chegar nas semi-finais e nas finais, os adversários colocarão os times titulares. Todos sempre fizeram isso.

Por mais que seja um “carioquinha” para dos outros três times do Rio, não deixa de ser um título oficial com prêmio em dinheiro. E de dinheiro, todos gostam.

A pressão é toda nossa. A obrigatoriedade é toda nossa. A necessidade é parcial.

Ganhar um carioca é sempre bom, mas é preciso terminar com a taça na mão e com o grito cobrando algo maior.

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Sobre o Andrezinho

Dizem que depende somente do Internacional. Confesso que gosto da contratação. Bom passe, experiente e obrigará Elkeson e Maicosuel a jogarem mais. Além disso, teremos, finalmente, quatro armadores no time (contando com o Felipe Menezes).

Com a chegada dele, a parte de armação estará completa. Não precisaremos de novas contratações.

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Sobre o Alessandro

Eu não acho que seja questão de futebol. Pra mim, há muito tempo, Alessandro se tornou um membro necessário para equilíbrio do elenco. O lateral deve ser bom para o lado emocional do time e, se ele realmente é o presidente, tem liderança.

Alessandro é o cara que “chama pra si” as vaias e o foco das reclamações. Enquanto nossas atenções estiverem voltadas pra ele, outros jogadores fazem cagadas e chamam menos atenção. Isso é ótimo, num estilo “pão e circo”.

Não defendo sua permanência, mas acho que o elenco faz pressão para a renovação do contrato. É mais um pedido do grupo que uma vontade da diretoria.

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Sobre o Tanaka

Muito andaram criticando Antônio Carlos e Fábio Ferreira. Não acham que eles sejam jogadores ruins. Pelo contrário, considero-os uma dupla de zaga boa. É que ninguém lembra que, até o meio do segundo turno, éramos uma das cinco melhores defesas.

Tanaka, se vier, briga pela vaga.

Lembram do Ferrero? Ele é desse tipo. Chega firme, bate e não acredita nos Direitos Humanos. Fora que ele é um capitão nato. É bom o time ter jogadores de liderança e com passagens em seleções e Copas do Mundo.

Experiência - é disso que precisamos. Muitos dos nossos jogadores (Cortês, Elkeson, Lucas, Lucas Zen, Cidinho, Caio, Maicosuel...) precisam ter convívio com esse tipo de jogador. Alguém que passe conhecimento e coloque o pé no chão, para evitar saltos-altos, chinelinhos ou oba-oba.

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Volta do Jobson

Sempre confiei. Tem lá seus problemas, mas quem nunca teve? Defendo esse cara sem precisar de contrapartida.

Rápido, faro de gol, drible seco... Quantos atacantes por aí tem essas características? No Brasil, nenhum. Sua volta só melhora a qualidade do time.

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Oswaldo de Oliveira

Procurei umas notícias na internet sobre as passagens dele em times cariocas. Aparentemente, sua saída sempre foi determinada por desentendimentos com os dirigentes.

Não conheço muito bem seu trabalho, mas sei que ele está longe de ser o tal técnico de peso que desejamos.

Se posso palpitar, eu esperaria pelo Paulo Autuori. Colocaria um Jairzinho, ou Gonçalvez, ou Gottardo, ou Maurício ou outro ídolo no lugar do Flávio Tenius só até acharmos um técnico que faça jus a nossa tradição.

De qualquer forma, se é o Oswaldo de Oliveira que vem, espero o melhor. Desejo que ele não fique só por alguns meses, mas que seja para sempre.

Também quero que ele dê frutos que justifiquem o salário que receberá.

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A mulher do Oswaldo de Oliveira

Sem comentários.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Profissão de Risco

O anti-herói
Jobson sempre foi uma aposta perigosa, mas sempre deu retornos positivos.

Em 2009, era um jogador desconhecido, afastado do Brasiliense, e que passava por maus bocados. Salvou-nos do rebaixamento, foi herói. Depois, foi punido por doping e foi vilão.

Em 2010, enquanto o time tinha Herrera, Maicosuel, Jobson, Marcelo Mattos, Fábio Ferreira e Loco, a campanha foi maravilhosa. Subimos na tabela, sonhamos com o título. Jobson foi um dos heróis. Depois, ele se tornou num jogador indisciplinado, desfalcou no final da campanha, e se tornou vilão.

Em 2011, Jobson forçou sua ida a outro clube. Teve uma força por parte da direção, uma falta de esperança por parte da comissão e um dinheiro oferecido. Ele foi. E foi meio vilão, meio herói em busca de salvação. Lá, ele criou mais problemas. Depois, Jobson foi para a Bahia, onde foi herói meteoricamente e terminou vilão melancolicamente.

Agora, Jobson sofre uma punição pelo doping de 2009. Férias forçadas com o salário pago. Vilão! Muito vilão!

Se Jobson é (foi) ou não viciado, desconheço. No entanto, é nítido que o jogador tem suas questões disciplinares, quiçá psicológicas.

Eu, na minha humilde opinião, acredito que Jobson é uma aposta e que vale a pena acreditar nele. Mas não sou eu quem decido isso e não sou unanimidade na torcida.

Jogadores complicados? Tivemos mil no Botafogo. Garrincha, Heleno de Freitas, Manga e Marinho Chagas são alguns exemplos, só para falar de ídolos.

Meu grande argumento para defender a manutenção do jogador é simples: Jobson joga muita bola e sabe ser decisivo.

Um homem de vinte e poucos anos não aprende a jogar bola. Ou ele sabe, ou está fadado a ser o “pereba”. Jobson sabe jogar.

O Homem, em qualquer idade, pode aprender uma lição e crescer na vida. Jobson ainda tem tempo.

Mais uma vez dando a minha opinião, eu reintegraria Jobson ao elenco. Assim ele poderia ver de perto que a dedicação, a responsabilidade, o esforço, a união e a felicidade formam uma equipe vitoriosa.

E quem não mudaria de comportamento só para ser campeão?