domingo, 13 de novembro de 2011

#temqueterpaixão?

Mas até quando ela será platônica?! Quando poderei afirmar que há uma reciprocidade do clube/time com a torcida?

Ora, não há amor que sustente tanta desilusão.

Segundo reportagens da grande mídia, Anderson Barros passou aos nossos jogadores a história recente do torcedor alvinegro. O dirigente quis explicar a razão da nossa impaciência. Pois bem, deixem-me resumir aquilo que possivelmente foi dito: desde 1999 foram apenas dois títulos (cariocas); a última Copa Libertadores disputada pelo Botafogo foi em 1996; e um rebaixamento no início do século.

Diante disso, eu pergunto:

Como esperar que alguém, em nome de uma paixão, abandone os amigos, o trabalho, a família e gaste vinte ou quarenta reais para ver uma decepção?

Eu não sei o que motiva. Mesmo assim, alguns poucos de nós fazem esse sacrifício em nome da paixão.

A culpa é da torcida? Não, ela sempre se fez presente.

Esse é o meu ponto: a paixão por parte da torcida já está mais do que provada.

Jejuns de títulos, freguês de todos os outros times cariocas, rebaixamento, nada de Libertadores... Apesar dos infinitos adventos, o torcedor comparece num número proporcional as nossas últimas alegrias.

E quanto aos jogadores?

Futebol? Eles mostraram que tem. Salários? Estão em dia! Está faltando o quê?

Paixão?

Esse é o meu ponto.



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Obs: e não me venham com esse papo de que jogador quer só dinheiro. Jogador quer título, pra subir na carreira e ter mais dinheiro.

3 comentários:

  1. Belissimo, palmas, realmente o que eu penso, por isso que fico puto quando vejo torcedor do Botafogo criticando sua própria torcida!

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  2. perfeito o que escreveu... Não venham julgar o meu amor...

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  3. Não concordo com o freguês...a gente perdeu muitas partidas ultimamente pro urubu, mas pro vasco... só esse ano eles tem mostrado superioridade. E fluminense também.

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