sábado, 17 de setembro de 2011

O encontro com a estrela solitária.

Era um domingo ensolarado na cidade de Niterói, para muitos não passava de um dia comum, mas para um pequeno garoto seria um dia inesquecível que marcaria para sempre a sua vida. Tricolor por pressão do pai o menino não era tão ligado a futebol, gostava mais das torcidas em clássicos tremulando bandeirões e cantando musicas exaltando suas instituições, entretanto não tinha apego nenhum ao futebol. No auge dos seus 8 anos preferia soltar cafifa a ir ao maracanã, só que o pai muito empolgado com o time tricolor resolveu levar o menino ao Caio Martins para o confronto contra o Botafogo.

Com seu primo e seu tio ambos alvinegros fanáticos, o garoto e seu pai foram rumo ao Caio Martins. Era um digníssimo clássico vovô, de um lado o tricolor das laranjeiras com Renato Gaúcho e do outro lado o Alvinegro de General Severiano com seu atacante falastrão Túlio Maravilha, o jogo prometia muito, no entanto não cumpriu as expectativas e foi um jogo bem morno, acabando empatado e sem gols.

No fim da partida o menino e seu pai foram para a porta de saída do vestiário, onde se encontravam os jogadores do Fluminense, com intuito de tirar fotos dele com os ídolos tricolores, após encontrar com Renato Gaúcho e sua trupe o menino foi ao encontro do seu primo e do seu tio, na saída dos jogadores do glorioso, depois de vários jogadores passarem e não perceberem, o pequeno garoto trajando as cores tricolores, um jogador passa e repara e não é nada mais nada menos que Túlio Maravilha, ídolo da torcida e principalmente da criançada, ao ver no meio de um monte de pequenos alvinegros um garoto bem tímido com uma camisa grená desbotada o carismático camisa 7 do Botafogo ajoelhou na frente do pequeno tricolor, botou a mão em seu ombro e proferiu palavras que ele jamais esqueceria –ô menino tira essa camisa, ela não combina contigo essa aqui alvinegra é muito mais bonita e vai ficar bem melhor em você. A reação foi instantânea o menino mal sabia, mas estava arrepiado e era o inicio da sua paixão pelo glorioso, uma paixão que não era coisa passageira era um sentimento para toda a vida.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Profissão de Risco

O anti-herói
Jobson sempre foi uma aposta perigosa, mas sempre deu retornos positivos.

Em 2009, era um jogador desconhecido, afastado do Brasiliense, e que passava por maus bocados. Salvou-nos do rebaixamento, foi herói. Depois, foi punido por doping e foi vilão.

Em 2010, enquanto o time tinha Herrera, Maicosuel, Jobson, Marcelo Mattos, Fábio Ferreira e Loco, a campanha foi maravilhosa. Subimos na tabela, sonhamos com o título. Jobson foi um dos heróis. Depois, ele se tornou num jogador indisciplinado, desfalcou no final da campanha, e se tornou vilão.

Em 2011, Jobson forçou sua ida a outro clube. Teve uma força por parte da direção, uma falta de esperança por parte da comissão e um dinheiro oferecido. Ele foi. E foi meio vilão, meio herói em busca de salvação. Lá, ele criou mais problemas. Depois, Jobson foi para a Bahia, onde foi herói meteoricamente e terminou vilão melancolicamente.

Agora, Jobson sofre uma punição pelo doping de 2009. Férias forçadas com o salário pago. Vilão! Muito vilão!

Se Jobson é (foi) ou não viciado, desconheço. No entanto, é nítido que o jogador tem suas questões disciplinares, quiçá psicológicas.

Eu, na minha humilde opinião, acredito que Jobson é uma aposta e que vale a pena acreditar nele. Mas não sou eu quem decido isso e não sou unanimidade na torcida.

Jogadores complicados? Tivemos mil no Botafogo. Garrincha, Heleno de Freitas, Manga e Marinho Chagas são alguns exemplos, só para falar de ídolos.

Meu grande argumento para defender a manutenção do jogador é simples: Jobson joga muita bola e sabe ser decisivo.

Um homem de vinte e poucos anos não aprende a jogar bola. Ou ele sabe, ou está fadado a ser o “pereba”. Jobson sabe jogar.

O Homem, em qualquer idade, pode aprender uma lição e crescer na vida. Jobson ainda tem tempo.

Mais uma vez dando a minha opinião, eu reintegraria Jobson ao elenco. Assim ele poderia ver de perto que a dedicação, a responsabilidade, o esforço, a união e a felicidade formam uma equipe vitoriosa.

E quem não mudaria de comportamento só para ser campeão?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ingressos Botafogo x Lixo

Apesar da derrota, as primeiras posições na tabela se mantiveram exatamente iguais. Mais do que nunca é o momento de apoiar!!!

As vendas para Botafogo x Lixo (18.09) começam nesta terça-feira 13/09 apenas para sócios, em General Severiano. A partir de quarta-feira os ingressos estarão disponíveis para todos em diversos pontos de venda.


Preços

Norte: R$ 30 (R$ 15 meia) 
Oeste Superior: R$ 40 (R$ 20 meia) 
Oeste Inferior: R$ 60 (R$ 30 meia) 

*Os setores Sul, Leste Superior e Leste Inferior serão destinados ao Lixo

Pontos de venda

General Severiano
Caio Martins
Engenhão (Bilheteria Oeste - Botafogo)
Gávea - Av. Borges de Medeiros, 697 
Laranjeiras - Rua Alvaro Chaves, 41
São Januário (Bilheteria 11) - Rua General Almério de Moura, 131
Clube Casa de Viseu - Rua Carlos Chambelland, 40 - Penha Circular
Casa da Vila da Feira - Rua Haddock Lobo 195 - Tijuca
Rua Conde de Bonfim, 229 loja 301 - Agência de turismo Eklética - Tijuca
Rua General Góis Monteiro, 195 - Posto de gasolina Ale - Botafogo
Av. Joaquim Costa Lima 5.271 - Posto de gasolina Ale - Parque Veneza

O horário de funcionamento é de 10h às 17h!

VAMOS LOTAR FOGO!!!

domingo, 11 de setembro de 2011

Uma Derrota Perfeita

Ninguém aqui achava que o Botafogo não perderia novamente. Ou achavam?

Derrota faz parte do jogo e do campeonato. E essa derrota de 5 a 0 foi ótima para o Botafogo. Quer saber por quê?

1- Momento certo para perder, pois todos da parte de cima da tabela perderam (isso pode ser sinal de sorte);
2- O Botafogo ainda tem aquele jogo a menos, que pode fazer toda a diferença;
3- O abalo que uma derrota dessa cria vira ânimo pro time. Esse é o tipo de coisa que acorda o elenco, tira jogador do salto-alto;
4- Voltamos a colocar os pés no chão, sem aquele “oba-oba” da imprensa, que já estava crescendo o olho;
5- Obriga nosso próximo adversário a atacar mais ainda, pois, já que o Glorioso perde de 5 a 0, e eles dependem urgentemente de uma vitória, esse é o momento exato para eles tentarem algo. O que é muito bom pra gente;

O título não fugiu, a Libertadores não virou sonho e o time ainda é aquele de um mês atrás. Nada mudou para o nosso clube. A pretensão continua sendo a mesma.

Vão dizer que o encanto sumiu, ou que tudo não passou de relampejo, ou que o sonho acabou. Estão todos enganados!

E digo mais:

Nada melhor que ganhar um clássico para apagar uma goleada.

sábado, 10 de setembro de 2011

O italiano botafoguense


Um pequeno giro pelo Mundo para mostrar o inestimável valor da nossa instituição, o quão precioso é o nosso patrimônio é o quão fascinante é a nossa estrela e história.  

Kelly e Kenia são duas encantadoras botafoguenses de São João Del Rey, Minas Gerais.
Kelly é irmã gêmea da Kenia.
Kenia namora o italiano Roberto. 
Roberto é irmão de Emanuele. 
Emanuele é casado com Maria. 
(sim, Emanuele é nome comum de homem na Itália) 
Maria tem um irmão que também se chama Emanuele. Emanuele Bordi.

No meio dessa confusão, entre a ponte aérea Brasil-Itália e o bololô de cunhados e concunhados, Kelly e Kenia conheceram Emanuele Bordi (o segundo Emanuele, concunhado do cunhado da Kelly). Bordi é italiano genuíno de Roma. Descobriu o Botafogo através de um amigo brasileiro e ficou fascinado com a história do clube da estrela solitária e do nosso eterno Mané Garrincha. Mais um escolhido. Virou botafoguense e hoje em dia anda orgulhoso pelas ruas de Roma com a camisa do Fogão.

Emanuele com certeza não está sozinho. Ontem e hoje, desde 1958, muitos europeus tradicionalmente tornam-se admiradores do futebol brasileiro. E como não se apaixonar pela genialidade de Mané Garrincha? 

Segue a foto desse encontro entre as botafoguenses brasileiras e o italiano botafoguense:

Sim, estamos muito bem representados na Itália!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O time da moda!

A tarde da independência serviu, no entanto, para outra apresentação impactante do Botafogo. O time do mês de agosto entrou setembro anunciando que pode ganhar o Brasileirão. Joga fácil e desloca-se muito, especialmente o trio formado por Herrera, na direita, Elkesson, centralizado, e Loco Abreu, o centroavante. Abreu volta e faz o pivô, para Elkesson ocupar seu lugar avançado ou para Herrera entrar como avante, deixando Elkesson ocupar a faixa direita.


Também cresce de produção Maicossuel. Mas destaque mesmo foi Éverton, improvisado como lateral esquerdo no lugar de Márcio Azevedo -- Cortês estava suspenso -- e oferecendo dois passes para gol. 

O Botafogo joga o melhor futebol deste momento do Brasileirão. Num campeonato em que os seis estão embolados, é impossível dizer que vai ganhar o campeonato. Melhor dizer que pode vencê-lo.”


Blog do PVC, no Site da Espn Brasil, com o post “A tarde da independência confirma Botafogo, o melhor, e o São Paulo, líder.”
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O Engenhão, quem diria, ficou pequeno. Praça de esportes com fama de viver vazia, principalmente nos jogos do seu dono, o Botafogo (daí ter sido apelidado até de Vazião, em seus primeiros anos), o Estádio Olímpico João Havelange (sim, esse é o seu nome) não teve como abrigar todos os torcedores na rodada de 7 de setembro. Com 32 mil ingressos vendidos (esta foi a carga total posta à venda), muita gente ficou de fora e acabou envolvida em tumultos com a polícia, que usou spray de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar a multidão que tentava comprar ingressos (que já não existiam) em cima da hora.
...Com uma goleada convincente de 4 a 0, sobre o Ceará, chegou à quarta vitória consecutiva e só não assumiu a liderança do campeonato porque o São Paulo derrotou o Atlético Mineiro. Mas como tem um jogo a menos (contra o Santos, na Vila Belmiro), poderá ser líder em breve, dependendo apenas de seus resultados.
Com um time cada vez mais entrosado e alguns dos reforços jogando muito bem (casos de Elkesson, acima de todos, Renato e Cortes, que ontem, não atuou), a equipe de General Severiano cresce a cada desafio. Desta vez o esforçado Herrera foi artilheiro, com dois gols, e Loco Abreu e o promissor garoto Cidinho completaram o placar.
Candidatíssimo ao título, o Botafogo já empolga. Se mantiver o ritmo, será um adversário dificílimo de ser batido."
Blog de Renato Maurício Prado, do O Globo, com o Post “E o Engenhão ficou pequeno”.
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Engenhão lotado. 37 mil ingressos vendidos - total de 42 mil pessoas. Contam que mais 10 mil queria entrar sem ingressos. Confusão e tumulto. Era o desejo de ver o Botafogo, o time da moda. Melhor ataque do Brasileiro, ao lado do Flamengo (36). Segunda melhor defesa (20, contra 18 do Palmeiras). Oito vitórias nos últimos 11 jogos. E com uma partida a menos, que pode ser passaporte para a liderança.

O Botafogo não para de encantar. Já me convenceu. Como São Paulo, Corinthians, Fla e Vasco um dia (ou uma rodada) me convenceram nesse esquizofrênico Brasileirão. Tomara que esse sentimento não seja volúvel. E que os alvinegros façam com que essa relação de confiança seja duradoura. A fase de alguns jogadores remete a isso. Ontem, o destaque foi Herrera. Decisivo e guerreiro. Mas Renato foi impecável. Como Elkeson, Loco Abreu, Gustavo... Como foi a torcida do Botafogo. Apaixonada, vibrante e num caso de amor declarado, abertoe intenso com seu time. A recíproca é verdadeira. O mundo alvinegro está mais do que encantado. Desafetos foram absolvidos. Figuras foram canonizadas. E ídolos proclamados. O terceiro gol, marcado por Loco abreu, é uma obra de arte para fechar a tarde. Lindo, coletivo, plástico e surpreendente. Como o Botafogo. Uma estrela em alta."
Por Lédio Carmona em sua coluna no Jornal Extra com sua postagem “Botafogo não para de encantar. Estrela em alta”.
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Acho que eu não preciso dizer mais nada.

Um grande abraço, Nelsinho Lima.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O dia em que o Fogão não precisou jogar para vencer


Salve, salve galera!!! 

Ô, SORTE!

Vinhamos em franca ascenção quando nos deparamos com a fatídica 21a rodada. Nosso adversário da vez, O Santos, vejam só: recorreu a CBF para que o jogo fosse adiado. Dizem por aí que o peixe ficou com medo de virar moqueca. Pois é. O SANTOS ARREGOU. Não houve jeito, tivemos que nos conformar com um final de semana sem jogo do Botafogo. Parecia apenas mais um domingo melancólico. Ledo engano. O 4 de setembro ficará marcado como o dia em que o Fogão não precisou jogar para vencer. 

A micareta baiana animou o Engenhão (leia-se nossa casa) e manteve o lixo onde é o seu lugar: abaixo do Glorioso. O Framengo sem o mais feio do mundo é apenas Framenguinho. 

Já no Couto Pereira, o grande amigo Coritiba tratou de despachar o Corinthians de volta para o Tietê com uma derrota na bagagem. Vibrei no gol do Coxa como se fosse gol do Botafogo. E de certa forma foi. Um momento que valeu todo o investimento em pagar o PFC mesmo comparecendo aos jogos do Engenhão. Para completar, uma bela jogada dos maloqueiros aos 45 do segundo tempo. A bola incrivelmente bate na trave e passa na frente do gol vazio. Um lance daqueles que faz a gente acreditar que nada é por acaso.

Sem pisar no gramado, o clube perdeu apenas uma posição e segue três pontos atrás do líder. Como diz o Armando Moya, "O Botafogo é um time de operários em uma luta de classes". Os holofotes ainda estão virados para o outro lado. Quando tentarem nos desestabilizar, já será tarde demais. 

Os deuses do futebol estão empenhados em fazer justiça.