quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Botafogo é Brasil!

Meus amigos e familiares sabem que um dos meus maiores lamentos por viver no Pará é ficar longe do Botafogo, pois para quem ia a todos os jogos no Rio, ir à seis jogos por ano é muito difícil (muito mesmo!). Essa mudança, porém, me proporcionou um momento único: ver Jefferson e Cortês brilhando com a camisa da Seleção Brasileira. 

Diário Online

"O Botafogo é paixão, é Brasil, é confusão."
Paulo Mendes Campos

Que Neymar e Ronaldinho Gaúcho foram os mais badalados da Seleção não há sombra de dúvidas - se já o são nos jogos dos clubes durante o campeonato brasileiro, por que seria diferente no Superclássico das Américas, no Pará, estado com apaixonadas, mas sofridas torcidas?

O fato é que eu não fui ao Mangueirão para vê-los jogar: fui para ver o Botafogo, fui para ver Jefferson fechar o gol, fui para ver Cortês resolver o problema da lateral e fui para torcer pela entrada de Elkeson. As cores eram o verde e o amarelo, mas meus olhos só enxergavam o brilho de uma Estrela Solitária.

Tive, novamente, motivos para torcer pela Seleção, afinal o sucesso dela significa que os nossos deram conta do recado, mesmo tendo sido alvos de tantas desconfianças. "O Cortês não tem experiência em seleção brasileira e só a torcida do Botafogo é apaixonada por ele", disse um certo comentarista esportivo. Contrariando a crítica, Cortês jogou leve, criou e deu outro espírito à questionável seleção de Mano Menezes.

Quando ele errou passes, brigamos com ele (eu e outros botafoguenses) como se estivéssemos no Engenhão. Cobramos empenho! Gritamos seu nome! Aplaudimos! Vibramos! Tudo isso para a surpresa daqueles que, até então, não conheciam Cortês. 

E o que falar de Jefferson? Será redundante dizer que é o melhor goleiro do Brasil? Não! Será apenas uma constatação - mão segura no gol brasileiro, após essas partidas mostrou que merece disputar a vaga de titular com o tão cheio de créditos Júlio Cesar.

Já havia motivos suficientes para que meu coração alvinegro ficasse emocionado, mas o melhor ainda estava por vir: a arquibancada gritando o nome de Cortês. Ver o nosso Botafogo construindo uma vitória da Seleção Brasileira, apesar de não ser novidade, é sempre emocionante. E fazer parte da festa é ainda melhor.

Nesse superclássico das Américas, não dei muita bola para o adversário. Nem para as estrelinhas da Seleção. O que valeu o ingresso foi ver o Botafogo bem representado e voltando em grande estilo à seleção. E a máxima, hoje, apenas se confirmou: a Seleção Brasileira deve muito ao Botafogo. E não sou eu quem digo isso. É a história!

domingo, 25 de setembro de 2011

Na conta do Loco

Na crônica após último jogo havia dito que o Botafogo não jogou bem, mas os três pontos foram conquistados. Posso repetir a análise para este, invertendo os fatores: O Botafogo jogou bem e os três pontos não foram conquistados. É ruim? É, muito, pelas condições do jogo. No mais, a briga continua, o fim do mundo está muito longe e o Botafogo depende só dele para ser campeão: além de um jogo a menos tem confronto direto com todos que ocupam o topo da tabela com exceto o São Paulo.

O título pode surpreender alguns, o mais fácil seria responsabilizar pelos dois pontos perdidos o goleiro Renan pela falha bisonha durante a partida. Esperada dado o histórico do jovem goleiro, que chegou a iludir o torcedor em duas boas defesas anteriores. Críticas também ao Jefferson que, pendurado, deu motivos para ser advertido pelo árbitro na partida diante o Grêmio, na véspera de uma partida tão importante quanto esta e já sabendo que desfalcaria o alvinegro em outras duas oportunidades.

Renan não faz parte do meu time campeão, é menos que um coadjuvante e em ocasiões atípicas. Na total contramão vai o uruguaio, atacante, líder, ídolo e capitão Loco Abreu. Tudo que precede a alcunha é mais do que merecido, mas a reverência caminha com a cobrança. O gol perdido não é dos primeiros inacreditáveis desperdiçados pelo uruguaio. Ele é meu ídolo, da imensa maioria da torcida também, e exatamente por isso não se pode dar o direito de falhar deste modo.

Por outro lado, Abreu poderia também se sagrar o salvador dos três pontos dada às circunstâncias nas quais o empate se deu. Ao ser sacado do time representou a perda de referência nas bolas alçadas na área tanto no ataque, quanto na defesa. Caio Jr, nesse sentido, também tem sua parcela de culpa, assim como tem méritos pelo bom primeiro tempo apresentado, uma coisa nem outra o exime de críticas. Mais uma vez demorou a mexer e vejo nos últimos jogos um Botafogo um pouco diferente, mesmo no primeiro tempo de bom futebol a equipe já não apresentava a troca de passe com tanta desenvoltura como em outras partidas. Em alguns momentos a equipe também carece de saber valorizar a posse de bola e de matar contra-ataques com faltas táticas. Me assusta também o comandante afirmar que, pela história recente não ser vitoriosa, o torcedor tem que ter mais paciência.

Outros dois destaques negativos ficam para Felipe Menezes, tão sem sangue que em momentos relembra você-sabe-quem¹, e para Fábio Ferreira, que demonstra tanta, mas tanta insegurança, que o Antonio Carlos prevê mais o erro dele do que o próprio atacante adversário. Hoje não errou, mas há alguns jogos prepara uma bela lambança, por que não testar o Gustavo na posição? Cidinho também me surpreendeu negativamente, se lançou algumas vezes ao ataque e não teve o mesmo gás que outrora para recompor a lateral de campo.

Mas é isso, estamos na briga, as críticas tem que ser entendidas como parte do jogo. O trabalho de formação de uma equipe campeã passa, também, pelos questionamentos. Pra cima deles cachorrada. Que ganhe as duas próximas para compensar.

1- você-sabe-quem: lúcifer, vulgo Lúcio Flávio.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ligações Perigosas

Não recebi com surpresa a notícia desta semana da filiação do atual presidente Maurício Assumpção ao PMDB, partido do governador e do prefeito da cidade. A ligação entre presidentes e figuras públicas de clubes de futebol com a política é vista por todo o território. Hoje, Roberto Dinamite - presidente do Vasco - é deputado estadual, dos mais faltosos, também pelo PMDB e Patrícia Amorim é vereadora do Rio pelo PSDB. A segunda, no entanto, já era parlamentar quando eleita no clube do Jardim Botânico¹.

Só por isso não me surpreendeu a notícia? Não, e volto um pouco no tempo para explicar. Coincidentemente, na festa junina promovida pela diretoria no dia 4 de Julho do ano passado, na sede de General Severiano, Rodrigo Bethlem, então candidato a deputado federal e subsecretário municipal licenciado de ordem pública, pelo mesmo PMDB, esteve, acompanhado do presidente, no arraiá. Não houve campanha explícita durante o evento. Até em razão de, segundo o calendário eleitoral, a campanha só se iniciar no dia 6, dois dias depois do evento.

Até aí nada estranho, somente a ligação com uma figura pública com envolvimento em casos estranhos que vou falar mais na frente. A surpresa, no entanto, foi depois. No terreno da sede de General Severiano, aonde anteriormente era arrendado para uma concessionária de carros e hoje funciona a loja oficial do Botafogo, foi estabelecido um comitê eleitoral do mesmo PMDB. É legal? Talvez, não conheço o estatuto do clube. É estranho? Também é. O presidente aparece ao lado de uma das principais figuras do partido e dias depois uma parte do terreno foi utilizada por este mesmo grupo. Tudo fica mais claro agora, quando, na data limite para a candidatura para o próximo ano, se filia ao mesmo partido. Merece, no mínimo, uma investigação ou eu que estou maluco?

O parceiro de arraiá do presida também merece boas investigações... Como o tema é o Botafogo, não vou entrar no tema, só deixar alguns links sobre o bom moço do choque de ordem, agora secretário de assistência social do prefeito Eduardo Paes.



Evolução Patrimonial de mais de 400% - a fonte é péssima. Mas quem tá no erro costuma revelar outros na mesma situação.


Só para terminar é bom deixar as coisas em panos limpos. A opinião é minha, Pedro Souto, 19 anos, estudante de jornalismo, botafoguense e militante de partido político que vocês podem ver aqui. O BotafogoNews julga o espaço como democrático, acho que o primordial é deixar bem claro quem você é, quanto maior clareza o leitor tem disso, mais elementos ele tem para avaliar o conteúdo. Todo texto é influenciado por quem escreve, isso não se discute, para que vocês julguem e critiquem é essencial ser transparente. Quem quiser escrever algum texto que dialogue com esse, peço que me encaminhe, que igualmente abrirei o espaço para quem quiser se posicionar.

Lembrando no post anterior, você me acham no twitter - @pedroasouto -, facebook - Pedro Souto-, e, acrescentando, no email - soutopedroa@gmail.com.

Saudações Alvinegras!

¹- Time do Jardim Botânico. Fisicamente a sede do clube fica localizada no Leblon, o apelido é Gávea e o controle político, o mais importante, é estabelecido na Rua Von Martius, 22, também conhecida como Rede Globo de Televisão.

Vitória de campeão

A partida foi morta, o Botafogo jogou mal, mas o mais importante aconteceu: conquistamos os três pontos. Time que sonha em ser campeão tem que ser assim, nenhuma equipe vai apresentar um futebol bonito e que convence durante as 38 rodadas. Por outro lado, de qualquer jeito, não podemos deixar de cobrar um bom futebol, a cobrança gera resultados.

É bom destacar também que a campanha do Botafogo fora de casa é medíocre. São 15 pontos fora de casa, sendo 3 deles no clássico diante o Fluminense, o que, para mim, não conta. Acho que regularmente falta a ousadia que a equipe apresenta dentro de casa. O Grêmio tem um time que na parte da frente é eficiente, mas uma defesa insegura, todas as vezes que o Botafogo tentou chegar não encontrou maiores problemas, se fosse mais ousado, talvez o resultado fosse mais elástico.

Nossa última vitória no Olímpico, coincidentemente, foi no mesmo ano que nos sagramos, pela última vez, campeões nacionais. Para o botafoguense isso não é um indicativo qualquer. Sendo assim, mesmo com a diretoria mais uma vez tentando atrapalhar nas vendas dos ingressos - não haverá venda no dia do jogo - a expectativa é de Engenhão lotado.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: O Maracanã durante 50 anos funcionou com um público médio três vezes superior ao do Engenhão. Não havia costume em comprar ingressos antes das partidas, a imensa maioria garantia os ingressos na hora e com uma fila muito mais rápida que em muitos jogos com público pequeno no Engenhão. Tá na hora da diretoria, enfim, solucionar esse problema, não? E a solução passa longe de limitar as vendas dias antes dos jogos. O torcedor trabalha, estuda e os pontos de venda são ruins. Não é meu caso, mas o torcedor da Zona Oeste não tem absolutamente nenhum ponto de venda viável.

Aliás, vão me ver constantemente reclamando do Engenhão aqui. O preço dos ingressos, com certeza, será tema de um próximo post. Não me apresentei até agora, faço aqui. Meu nome é Pedro Souto, tenho 19 anos e sou mais um torcedor do Botafogo. Estudo Comunicação na UFRJ e durante um bom tempo estive no Redação Alvinegra, que vocês devem conhecer. Vocês me acham no twitter e facebook – @pedroasouto e Pedro Souto, respectivamente. Saudações Alvinegras e, mais uma vez, contra tudo e contra todos, vamos lotar o Engenhão.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Seleção, Salto Alto e Observações

Escolha a sua legenda
Eu não sou um homem inteligente, não tenho um futuro brilhante e muito provavelmente morrerei cedo por conta do meu estilo de vida. Por conta disso tudo, eu não posso ser uma pessoa dona de palavras amigas e que ajudam. Se não for sobre churrasco, ficar bêbado e falar merda, eu só posso dar um conselho: PASSA PRO LOCO!!!

Sim, na minha vida eu só sei essas quatro coisas e uma delas é que o Loco resolve. Vale mais a pena confiar na qualidade do uruguaio que apostar no bom momento de Elkeson e Cortês.

O esporro do Loco no final da partida mostra que o Botafogo está no caminho certo. Se o time estivesse satisfeito, seria pior pra nós, torcedores. É preciso fazer mais, jogar melhor, não sofrer pressão e resolver quando possível.

Foi vitória, mas não foi suficiente. Falta muito campeonato. Além disso, temos jogos difíceis, jogaremos com o time desfalcado por conta das convocações e suspensões e ainda tem os jogos da Sul-Americana.

Ainda não é o momento de comemorar. Vamos com calma, sempre nos cobrando. Lembram do Oba-Oba que fizeram pros queridinhos da mídia paulista e carioca? Eles afundaram!

Vamos do nosso jeito: sem festa, só futebol.

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OBS: Essa semana foi aniversário do Alessandro. Parabéns ao “Presidente”. Desde que assumiu a posição de reserva fixo, ele tem ajudado muito dentro do campo. Eu já acho que o Alessandro deveria ter só essa função. Ele poderia se dedicar 100% ao ambiente do elenco e deixar o Lucas jogar bastante.

OBS 2: O Presidente do Botafogo se filiou ao PMDB. Há rumores de que ele será candidato a vereador no Rio de Janeiro. Não quero entrar na questão de posicionamento político, muito menos falar mal do partido do Sarney, Cabral, Eduardo Paes e etc, etc, etc... Só digo uma coisa: usar o Botafogo como trampolim/vitrine dá azar! Toma cuidado, presidente, vai que você passa uma vergonha nas urnas...

OBS 3: Meu pai costumava me contar histórias de futebol que começavam assim: “Naquela época só existiam Botafogo e Santos...”

Hoje, a seleção tem 3 jogadores do Botafogo (Elkeson, Cortês e Jeferson) e 4 do Santos (Neymar, Borges, Danilo e Rafael).

Agora, imagine um time assim: Jefferson; Danilo, Edu Dracena, A. Carlos e Cortês; Helano, Renato, Ganso e Elkeson; Borges e Neymar.

O futebol brasileiro renasce junto com Santos e Botafogo. Coincidência ou não, no início do século passado, o futebol se tornou nessa paixão nacional com esses dois clubes brilhando.

OBS 4: No domingo, a venda de ingressos será feita APENAS em General Severiano e no Caio Martins até as 13h. Não haverá venda no Engenhão!

domingo, 18 de setembro de 2011

“Dois Pontos Perdidos” ou “É Clássico”?

"Ó, não peida, não, ein!" - Abreu, Loco 2011
Não sei como começar. O Botafogo soube. Aliás, por todo o primeiro tempo, o Glorioso foi superior. Eles cometiam as faltas, batiam firme, mas ficaram de bobo na nossa rodinha. Um a zero, mais o passeio, mais o esculacho do Loco.

No segundo tempo eles voltaram acordados. Vai ver anotaram a placa. Conseguiram o empate, mas a alegria durou pouco. O Botafogo voltou a ser superior. Saíram Herrera e Felipe Menezes, o time continuou jogando um futebol melhor, de qualidade e envolvente.

Infelizmente, o placar permaneceu empatado.

A minha dúvida reside no seguintes pensamentos:

1- O time do Botafogo foi indiscutivelmente melhor. Futebol acima da média. Jogamos sem um dos nossos craques. Eles não, o time deles estava completo. Será que a diferença em campo tinha que ter se confirmado no placar? Será que perdemos dois pontos em casa?

Ou:

2- Clássico é assim mesmo! Detalhes resolvem. A sorte que faltou ao Botafogo serviu ao adversário, que viu a bola quicar na frente do Loco, ou que inflou o goleiro de um gás extra para segurar a bola. Será que o empate foi justo? Será que é aceitável?

Qual será a resposta certa?

Isso é para cada um escolher.

OBS: El Loco Abreu é disparado o maior ídolo do futebol brasileiro. Não há jogador com mais identificação e mais idolatrado. Até o queridinho da grande mídia já foi questionado. O artilheiro da camisa 13 nunca foi vaiado. NUNCA!

sábado, 17 de setembro de 2011

O encontro com a estrela solitária.

Era um domingo ensolarado na cidade de Niterói, para muitos não passava de um dia comum, mas para um pequeno garoto seria um dia inesquecível que marcaria para sempre a sua vida. Tricolor por pressão do pai o menino não era tão ligado a futebol, gostava mais das torcidas em clássicos tremulando bandeirões e cantando musicas exaltando suas instituições, entretanto não tinha apego nenhum ao futebol. No auge dos seus 8 anos preferia soltar cafifa a ir ao maracanã, só que o pai muito empolgado com o time tricolor resolveu levar o menino ao Caio Martins para o confronto contra o Botafogo.

Com seu primo e seu tio ambos alvinegros fanáticos, o garoto e seu pai foram rumo ao Caio Martins. Era um digníssimo clássico vovô, de um lado o tricolor das laranjeiras com Renato Gaúcho e do outro lado o Alvinegro de General Severiano com seu atacante falastrão Túlio Maravilha, o jogo prometia muito, no entanto não cumpriu as expectativas e foi um jogo bem morno, acabando empatado e sem gols.

No fim da partida o menino e seu pai foram para a porta de saída do vestiário, onde se encontravam os jogadores do Fluminense, com intuito de tirar fotos dele com os ídolos tricolores, após encontrar com Renato Gaúcho e sua trupe o menino foi ao encontro do seu primo e do seu tio, na saída dos jogadores do glorioso, depois de vários jogadores passarem e não perceberem, o pequeno garoto trajando as cores tricolores, um jogador passa e repara e não é nada mais nada menos que Túlio Maravilha, ídolo da torcida e principalmente da criançada, ao ver no meio de um monte de pequenos alvinegros um garoto bem tímido com uma camisa grená desbotada o carismático camisa 7 do Botafogo ajoelhou na frente do pequeno tricolor, botou a mão em seu ombro e proferiu palavras que ele jamais esqueceria –ô menino tira essa camisa, ela não combina contigo essa aqui alvinegra é muito mais bonita e vai ficar bem melhor em você. A reação foi instantânea o menino mal sabia, mas estava arrepiado e era o inicio da sua paixão pelo glorioso, uma paixão que não era coisa passageira era um sentimento para toda a vida.