domingo, 25 de setembro de 2011

Na conta do Loco

Na crônica após último jogo havia dito que o Botafogo não jogou bem, mas os três pontos foram conquistados. Posso repetir a análise para este, invertendo os fatores: O Botafogo jogou bem e os três pontos não foram conquistados. É ruim? É, muito, pelas condições do jogo. No mais, a briga continua, o fim do mundo está muito longe e o Botafogo depende só dele para ser campeão: além de um jogo a menos tem confronto direto com todos que ocupam o topo da tabela com exceto o São Paulo.

O título pode surpreender alguns, o mais fácil seria responsabilizar pelos dois pontos perdidos o goleiro Renan pela falha bisonha durante a partida. Esperada dado o histórico do jovem goleiro, que chegou a iludir o torcedor em duas boas defesas anteriores. Críticas também ao Jefferson que, pendurado, deu motivos para ser advertido pelo árbitro na partida diante o Grêmio, na véspera de uma partida tão importante quanto esta e já sabendo que desfalcaria o alvinegro em outras duas oportunidades.

Renan não faz parte do meu time campeão, é menos que um coadjuvante e em ocasiões atípicas. Na total contramão vai o uruguaio, atacante, líder, ídolo e capitão Loco Abreu. Tudo que precede a alcunha é mais do que merecido, mas a reverência caminha com a cobrança. O gol perdido não é dos primeiros inacreditáveis desperdiçados pelo uruguaio. Ele é meu ídolo, da imensa maioria da torcida também, e exatamente por isso não se pode dar o direito de falhar deste modo.

Por outro lado, Abreu poderia também se sagrar o salvador dos três pontos dada às circunstâncias nas quais o empate se deu. Ao ser sacado do time representou a perda de referência nas bolas alçadas na área tanto no ataque, quanto na defesa. Caio Jr, nesse sentido, também tem sua parcela de culpa, assim como tem méritos pelo bom primeiro tempo apresentado, uma coisa nem outra o exime de críticas. Mais uma vez demorou a mexer e vejo nos últimos jogos um Botafogo um pouco diferente, mesmo no primeiro tempo de bom futebol a equipe já não apresentava a troca de passe com tanta desenvoltura como em outras partidas. Em alguns momentos a equipe também carece de saber valorizar a posse de bola e de matar contra-ataques com faltas táticas. Me assusta também o comandante afirmar que, pela história recente não ser vitoriosa, o torcedor tem que ter mais paciência.

Outros dois destaques negativos ficam para Felipe Menezes, tão sem sangue que em momentos relembra você-sabe-quem¹, e para Fábio Ferreira, que demonstra tanta, mas tanta insegurança, que o Antonio Carlos prevê mais o erro dele do que o próprio atacante adversário. Hoje não errou, mas há alguns jogos prepara uma bela lambança, por que não testar o Gustavo na posição? Cidinho também me surpreendeu negativamente, se lançou algumas vezes ao ataque e não teve o mesmo gás que outrora para recompor a lateral de campo.

Mas é isso, estamos na briga, as críticas tem que ser entendidas como parte do jogo. O trabalho de formação de uma equipe campeã passa, também, pelos questionamentos. Pra cima deles cachorrada. Que ganhe as duas próximas para compensar.

1- você-sabe-quem: lúcifer, vulgo Lúcio Flávio.

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