quinta-feira, 3 de março de 2011

Um caso de loucura por um jogador

Depois da humilhação de ontem, nada melhor do que um texto para rir. Ele foi escrito em 15 de março de 2007 e foi uma piada com um amigo meu.

Um caso de loucura por um jogador


Eu tentei esconder a história que irei contar agora, mas acho que é hora de compartilhá-la com vocês.

Domingo, após ver a goleada do Fogão, ainda fiquei para ver o primeiro tempo das frufrunetes.

Eu caminhava para casa, pela 28 de setembro, quando, no primeiro ponto de ônibus, vejo, ao longe, um casal brigando.

Como estava sem óculos, não consegui reconhecer nenhum dos debatedores. Mas pude, à medida que me aproximava, perceber que se tratava de um casal, e que o homem não parava de repetir um nome - a julgar pelos intervalos, um nome composto - e bater no braço, provavelmente indicando que a pessoa a quem ele se referia possuía raça.

Cada passada ia trazendo nitidez - eu sou cego - à face de incredulidade da mulher. Desesperada, ela levava as mãos à cabeça, como se quisesse acordar do pesadelo.

Ao me ver, a cara de espanto da mulher foi herdada pelo homem, que, rapidamente, começou a se queixar da demora do ônibus.

Após a devida - e rápida - apresentação e ciente do risco dos possíveis danos à reputação do namorado. A mulher faz sinal para o primeiro ônibus que aparece e embarca nele, julgando que os novos ares do destino desconhecido do ônibus pudessem trazer o seu amado à luz da razão.

Assim que soube que eu também embarcaria no ônibus, o desespero voltou. "Será que a loucura de meu namorado voltará?", pensou a mulher. "Não é possível que ele realmente ache...".

Nesse momento, eles percebem que pegaram o ônibus errado. Mas, assim como André Lima, que sempre está na hora certa, no lugar correto, o casal resolve descer no mesmo ponto que eu.

Aí, é demais. O homem não resiste e começa a correr cantando. O público do ponto não sabe se consola a mulher que está aos prantos, ou se ri da loucura do homem.

O verso era curto, mas contundente:

"ÔÔÔÔÔÔÔÔ
André Lima é melhor que Dodô"

OBS: A história acima não é real, foi apenas uma provocação a um amigo.

Thiago Pinheiro é fã de Clash, escreve aqui e acolá e não tem nenhuma paciência com jogadores, técnicos e dirigentes que acham que o Botafogo é brincadeira.


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2 comentários:

  1. Hahahahahaha
    Sacanagem esse versinho, heim?

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  2. Ah, Eli. Foi só uma brincadeira com um amigo. Mas a história é para rir e lembrar de uma época boa.

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