domingo, 27 de novembro de 2011

A vergonha que me sobra



André acabou de fazer o terceiro gol. Desliguei a televisão. Sentei na escrivaninha e abri o Word.

Não estou sozinho no sentimento. O meu twitter é repleto de alvinegros que lamentam da mesma forma.

Há um misto de raiva com desânimo. “O que se passa? Como isso aconteceu? De quem é a culpa?” – eu penso. Thiago Pinheiro, nobre alvinegro, inteligentemente comenta:

“@pinheiro77 Isso aconteceu em 2007, 2008, 2010 e 2011. E só sabem reclamar do time. É...”

Faz todo sentido.

Assim como venho dizendo nas últimas colunas, Caio Jr, Alessandro, Somália e outros não são os verdadeiros culpados. Há algo errado e, muito provavelmente, nem camisa alvinegra usa.

O câncer está alojado em algum local secreto, longe dos protestos da torcida, nunca interpelado pelas organizadas. Esse mal – que eu juro que não sei o que é – fez-se presente nos últimos anos, nas últimas administrações, está enraizado, por mais três anos, provavelmente.

Mesmo sem ter procuração, defendo todos do elenco. Todos mesmo. O time de 2007/2008 não jogou em 2010/2011, mas o resultado é o mesmo: fracasso, desilusão e vergonha.

Há algo de errado que não participa da preleção ou aparece nos álbuns de figurinhas.

Cuidado! Antes de pedir a cabeça de jogador ou técnico, lembre-se: essa história repetiu-se deveras vezes nos últimos anos.

Muita coincidência? Não entendo assim. Thiago Pinheiro nos provou que há algo de errado e não é com o elenco ou técnico.

Loco perdeu o pênalti

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Em resposta aos comentários do post anterior:

Ninguém comemora vaga na Sul-Americana. Também não vejo torcedor dizendo: “Dane-se a vitória, o CT é muito bom!” ou “Quem liga pra título, quando se tem um estádio?”

Não tenho reclamações sobre o clube. Esse, nos últimos 8 anos, cresceu que é uma maravilha. Não preciso citar as melhorias, pois todos conhecem. Bebeto de Freitas fez e o atual presidente faz um trabalho exemplar.

Eu reclamo dos jogadores, porque, infelizmente, o time de 2011 foi muito bom.

Sabe aquele momento do campeonato em que jogamos o fino da bola? Esse time era tão bom que o Barcelona não seria páreo.

Por outro lado, sabe esse time que perdeu cinco das últimas seis rodadas? Esse é fraco demais. Capaz de perder pro América-MG.

A verdade é que, pra qualidade dos jogadores, o resultado do time é pífio. Eles poderiam conquistar mais do que imaginávamos.

Lutaram tão bravamente que, até o final do campeonato, jurávamos que, pelo menos, a vaga da Libertadores estava certa.

Estávamos enganados.

Por alguma razão desconhecida, o rendimento do time – não do clube – caiu. Saímos da terceira posição para o meio da tabela do campeonato.

Como pode o fracasso vir tão arrebatador?

Não venham culpar o elenco. O Bruno Thiago jogou o quê? Três partidas? E o Somália? Quatro? Ou será que o Léo foi quem entregou o Campeonato? A culpa é da queda de produção dos onze titulares.

Ora, se nos titulares não posso confiar, vou pedir salvação aos reservas?

E por mais que as falhas sejam inerentes aos seres humanos, elas foram catastróficas ao Botafogo. Some isso a ausência de poder de reação e pronto: perdemos a vaga da Libertadores com rodadas de antecedência.

Antes que culpem Caio Jr devo dizer: mesmo que seu trabalho não fosse bom, demitir o técnico faltando três rodadas do Brasileirão é decisão pra agradar a platéia.

O povo pediu e o imperador atendeu. Vocês ficaram satisfeitos com a decisão, mas o resultado, que era importante, não veio. Ou seja, continuamos na mesma, agora, sem comando.

Que discordem do meu discurso, será um prazer ver as opiniões, mas não tentem me calar:

Minha voz canta o hino e cobra tradição.

domingo, 20 de novembro de 2011

Duas Notícias

Eu tenho duas notícias que gostaria de dividir com vocês. Uma ótima, outra ruim.

A NOTÍCIA RUIM

Não é culpa do Alessandro, não era culpa do Caio Jr, não é culpa do Renan, do Everton, do Renato Cajá, do Somália, Araruama, Caio, Felipe Menezes ou Alex. Nenhum deles tem culpa.

A culpa é dos onze titulares. Aqueles mesmos: Jefferson; Lucas, A. Carlos, F. Ferreira e Cortês; Renato, Marcelo Mattos, Elkeson e Maicosuel; Herrera e Loco.

O time que mais entrou em campo é o mais culpado. Quantas vezes poderíamos ter resolvido o jogo, mas saímos com prejuízos? Culpa deles.

Jefferson falhou várias vezes, assim como Marcelo Mattos, A. Carlos, Cortês e Fábio Ferreira. A defesa, quando pode, se demonstrou um fiasco.

No ataque não foi diferente. Maicosuel e Elkeson não trocaram um passe, Herrera e Loco passaram longe de ser aquele ataque MERCOSUL... Nem quero lembrar.

Fora isso, Lucas só serviu pra por o Alessandro no banco. O Renato, bem... não errar passe ganha campeonato? Cada um tem uma resposta.

A NOTÍCIA BOA

O Botafogo só terá chance de perder mais dois jogos em 2011. Depois disso, não perderá mais nesse ano. Podem acreditar em mim. Agora, em 2012, não posso garantir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Caio Júnior, o "homem que não erra"




Amigos, é realmente indigesto ter que conviver com as péssimas delcarações de um aprendiz de feiticiero. No BotafogoNews, ninguém nunca foi fã do Caio Junior, mas a campanha não permitia fortalecer o coro de Fora Caio Jr com o time brigando pelo título. Por mais que alguns torcedores discordem e tenham jogado contra o próprio time, o momento de apoio exigia tolerância. Era preciso otimismo e apoio por algo muito maior ou mais importante que esse engomadinho sem humildade. 

Após o último revés, lamentavelmente saímos da briga do título com uma atuação pífia. O momento seria de juntar os cacos e partir pra cima com tudo, rumo a Libertadores... mas, pelo visto, a falta de vontade de time e técnico atingem níveis vergonhosos e vexatórios. O lance do pênalti para o Vasco no último clássico pra mim deixou bem claro a falta de foco, culhão, raça e garra na hora da decisão. 

Pior é quando acabam os jogos com resultado negativo. Aí vem as coletivas do menino do Qatar. Sim, um MENINO. Homens assumem erros, Caio Júnior é moleque!!! Capaz de culpar torcida, jogadores, cultura brasileira, calendário, chuva, sol, terra, mar, mas nunca capaz de assumir os seus erros e dizer "Desculpa, eu errei". A mediocridade de suas declarações assusta e enoja! A luta pela importante vaga na Libertadores continua e amanhã temos uma importante decisão. Todavia, é preocupante demais ver um time sem vontade de vencer. De nada adianta o nosso apoio, se o time não der o sangue, se o moleque do Qatar insistir em fazer merda e falar merda. 

Leiam a última declaração infeliz de Caio Jr, postada no site do Jornal de Globo de hoje:

"Vai ser um jogo complicado, pois eles ainda têm chance de escapar. Precisamos muito da vitória, mas não podemos entrar em campo com o peso extra de ter de vencer um dos últimos colocados." (matéria completa: http://oglobo.globo.com/botafogo/hora-do-botafogo-jogar-com-regulamento-no-bolso-3241288#ixzz1dmxbAsau)

Um time que não entra em campo para vencer não merece respeito!

Enquanto isso, Maicosuel deu declaração dizendo que ainda acredita no título. Falta foco, vontade e unidade. Para piorar, existe dificuldade de entendimento de comunicação e mentalidade entre eles, entre eles e a torcida, entre a torcida e o Harry. Complicado... 

Apesar dos pesares, a fé na conquista da América continua!

Uma certeza: PRECISAMOS DE UM 2012 COM LIBERTADORES E SEM CAIO JÚNIOR!

domingo, 13 de novembro de 2011

O nó tático em si mesmo

O clássico diante o Vasco foi um desastre. O Botafogo começou melhor, dominou os 15 primeiros minutos de partida, criou chances e não marcou por pouco. Criou graças ao meio campo que funcionava: Elkesson e Maicosuel buscavam jogo, Lucas colocava o Herrera para jogar em cima do fraco Jumar, mas o alvinegro pecava no último passe. Esses 15 minutos foram os únicos jogados pelo time da Estrela Solitária.

Mesmo enquanto jogava bem, o Vasco já dava indicativos que o caminho seria nos contra-ataques, o Botafogo exposto dava campo, principalmente pelo lado direito do ataque, nas costas de Cortês. Esse, mesmo enquanto o Botafogo jogava melhor, não tinha desculpas, já que não se lançava ao ataque. Depois que tomou o primeiro gol o Botafogo voltou a ser o Botafogo do resto do campeonato, já explico.

O Botafogo joga em um esquema, “clássico”, mas que em campo tenta incorporar um futebol moderno, segundo Caio Jr. No papel, se identifica com a equipe do Corinthians do ano passado. Um atacante fixo e centralizado, função cumprida por Loco Abreu; dois pontas, Maicosuel pela esquerda e Herrera pela direita; e um meio campo que deveria atuar centralizado, Elkesson. Na cabeça e na prática de Caio Jr, com dois bons volantes, que de fato são, os meias não deveriam buscar jogo: errado. Funcionou boa parte do campeonato exatamente por ter dois bons volantes, com precisão no passe e com condições de criação, mas nem de longe é um esquema ideal. Um bom exemplo disso é que raramente ao longo do campeonato vimos um meio-campo jogar de frente, buscar a bola antes do meio do campo. Exceção foram os jogos em que Felipe Menezes atuou. Longe de o querer no time titular.

Além disso, nesse esquema, esses dois alas deveriam ser verdadeiros atletas, Dentinho e Jorge Henrique no Corinthians, o que na prática do Botafogo nunca aconteceu. Não só para reforçar na marcação, como para sair de trás com a bola. Os dois pontas fixos e avançados só facilitam a marcação: recebem de costas e com um espaço bastante reduzido de jogo, já que para um dos lados o campo tem fim. Falei “verdadeiros” atletas, pois, sinceramente, enxergo uma visível falta de preparo físico para essa equipe. Maicosuel não corre mais do que a maior parte dos meias do Brasil e se cansa aos 10 da segunda etapa, nas partidas que ao menos tenta voltar para marcar se cansa mais rápido ainda.

Outra conseqüência de tal padrão tático ficou mais do que visível no jogo de hoje. Com os meias abertos - Elkesson sempre se lança para um dos lados, também tumultuando mais ainda o curto espaço – os volantes e os zagueiros se lançam a sair para o jogo. Em uma dessas saídas de bola com erro de passe de Fábio Ferreira, Éder Luis se lançou as suas costas e fez a jogada do primeiro gol. Outra crítica ao esquema adotado por Caio Jr é o fato de o Botafogo ter dois bons laterais ofensivos - Cortês passa por uma fase péssima, mas é bom. Lucas, depois do Jefferson, foi o melhor em campo pelo Botafogo hoje, já havia sido contra o Figueirense, de seus pés saíram as melhores oportunidades – e a subida deles ou está mal treinada com esses dois pontas, ou é por si só confusa, com dois jogadores para jogar no mesmo espaço do campo.

A partida de hoje só não foi pior pelo acaso, o Vasco jogou muito mal, o Botafogo mais uma vez demonstrou a sua ineficiência, tinha a posse de bola e não criava nenhuma chance de gol. Isso não é novidade, contra o Figueirense foi assim, contra o Cruzeiro, entre outros. Na realidade, desde o primeiro tempo contra o São Paulo a equipe não demonstra nenhum poder efetivo de criação de jogadas. Deu certo na reta final do 1º turno, mas os adversários aprenderam a marcar e os “meias-pontas” não estão inspirados. Em fase boa ou ruim a equipe não pode apresentar um futebol sequer aguerrido, ineficiente, sem poder algum de reação como foi a partida de hoje.

Por último vale lembrar que é a segunda derrota do Botafogo que o Caio Jr morre com uma substituição por fazer. Era evidente para qualquer espectador do clássico que a questão alvinegra girava em torno da ineficiência para a criação. No entanto, o meio-campo permaneceu intocável pelo treinador. Sequer ousado foi, quando, já perdendo por 2 a 0, tirou Herrera para colocar Caio, 6 por meia-dúzia. Quem quer ser campeão necessita, ao menos de ousadia e determinação. Quando falta técnica, a noite não está boa, os dois elementos podem ao menos garantir o ingresso comprado pelos torcedores...


#temqueterpaixão?

Mas até quando ela será platônica?! Quando poderei afirmar que há uma reciprocidade do clube/time com a torcida?

Ora, não há amor que sustente tanta desilusão.

Segundo reportagens da grande mídia, Anderson Barros passou aos nossos jogadores a história recente do torcedor alvinegro. O dirigente quis explicar a razão da nossa impaciência. Pois bem, deixem-me resumir aquilo que possivelmente foi dito: desde 1999 foram apenas dois títulos (cariocas); a última Copa Libertadores disputada pelo Botafogo foi em 1996; e um rebaixamento no início do século.

Diante disso, eu pergunto:

Como esperar que alguém, em nome de uma paixão, abandone os amigos, o trabalho, a família e gaste vinte ou quarenta reais para ver uma decepção?

Eu não sei o que motiva. Mesmo assim, alguns poucos de nós fazem esse sacrifício em nome da paixão.

A culpa é da torcida? Não, ela sempre se fez presente.

Esse é o meu ponto: a paixão por parte da torcida já está mais do que provada.

Jejuns de títulos, freguês de todos os outros times cariocas, rebaixamento, nada de Libertadores... Apesar dos infinitos adventos, o torcedor comparece num número proporcional as nossas últimas alegrias.

E quanto aos jogadores?

Futebol? Eles mostraram que tem. Salários? Estão em dia! Está faltando o quê?

Paixão?

Esse é o meu ponto.



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Obs: e não me venham com esse papo de que jogador quer só dinheiro. Jogador quer título, pra subir na carreira e ter mais dinheiro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A nossa parte.



O Botafogo passa sem duvida nenhuma pelo seu melhor momento nos últimos anos, a cada ano sobe um degrau de qualidade em todos os aspectos, seja no futebol ou na estrutura, esse ano por mais que tenha tido um primeiro semestre sofrível, a diretoria e o elenco souberam contornar a crise e deram a volta por cima, e a chegada do Renato e do Elkeson deram um toque de qualidade que faltava ao meio campo alvinegro, e hoje o Botafogo tem uma campanha brilhante que tem resgatado o orgulho Botafoguense antes ferido, é a hora de esquecer o passado e começar a ver que o futuro pode ser excelente basta a torcida abraçar o time.

A união é vital neste momento, é hora de esquecer a raiva com qualquer jogador e passar a apoiar, a nossa torcida é fundamental, Botafogo é extremamente forte no Engenhão e temos tudo pra usar essa força a nosso favor basta nós querermos e lutarmos por isso. O titulo pode ser nosso, mas pra isso a torcida tem que deixar o pessimismo de lado e empurrar o time rumo a mais um triunfo.


#VAMOSLOTARFOGO!



Meu Imenso Prazer


Ô glorioso Botafogo time da estrela solitária...estrela essa cintilante que é solitária apenas no nome, pois carrega consigo histórias belíssimas. Pobres são aqueles que se denominam seus torcedores, entretanto te menosprezam e não acreditam em você, mal sabem o valor que você tem. Eu sempre soube, por isso sempre estive com você até nos piores momentos quando ninguém acreditava, eu fiquei pra te apoiar e não te deixar se entregar, quando quiseram te ofender eu estava lá como um guerreiro pra te defender, nas vitórias estive presente do seu lado comemorando e vibrando, quando te derrubavam esticava o braço pra te levantar, quando conquistavas importantes feitos te incentivava a querer sempre mais, porque você sempre foi a válvula de escape da minha vida, sempre que ficava triste era você que me emocionava e me tirava um sorriso do rosto e agora em um momento tão importante e tão bom que você precisa tanto de mim acha mesmo que eu vou te abandonar? Eu estarei contigo sempre nos piores e melhores momentos, pois você sempre me acolheu e me fez feliz, e nunca pediu nada em troca além do meu apoio, e não tenho duvidas que és muito mais que um clube de futebol para mim és uma segunda família.