domingo, 31 de outubro de 2010

Tristão, Você É Um Fanfarrão!

Após uma vitória épica, daquelas com cavadinha, eis que me deparo com as novas "chances de cada clube" de acordo com as estatísticas...

(créditos: globoesporte.com - link original da foto: http://bit.ly/EdnoeAbreu7Lagoas)

Entra ano e sai ano e os jornais/sites continuam insistindo nas RIDÍCULAS PREVISÕES DOS MATEMÁTICOS. Nada contra os matemáticos em si, mas essa prática esdrúxula representa uma ofensa ao esporte bretão. Todos nós crescemos ouvindo jargões como "futebol é jogo jogado", "futebol é uma caixinha de surpresa" e por aí vai. Da pelada do Aterro a Abu Dabhi, valendo a vera é só no campo!

Mais um ano se passou, e após o total fiasco das previsões do Brasileirão 2009 que indicavam 99% de chances das moçoilas serem rebaixadas e 1% da mulambada fedorenta se sagrar campeã, aí estão elas novamente, as previsões matemáticas!

1% de chances do Fogão ser campeão???
Valeu Tristão, anotado! Dia 5/12 a gente conversa!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Drama e maldade: a questão dos ingressos.








       E o que seria do futebol sem o tal do drama? O dramático, o enternecedor, o tocante? Futebol não passa de uma novela que, ao contrário das originais, você não sabe o final. Por isso, quando o assunto é drama, futebol fica mais perto das crônicas rodrigueanas do que da novela de antes ou depois do jornal. Muito mais dramático. 

O drama se faz presente em cada suplício de uma peleja, e não há drama maior do que a torcida adversária. De longe você avista, aqueles poucos, de cores diferentes da sua, tímidos sabendo que estão se sentindo mais por fora do que o Elizeu. Mas aí é que entra o drama. Aqueles poucos podem ser os principais. Me digam meus caros, o que é um gol sofrido sem ouvir o grito tímido e empolgado do torcedor adversário? Se o estádio silencia, é eles quem gritam, e te dão nos nervos, afinal, é sua casa, é você que deveria estar esguelando e distribuindo suor com o companheiro de arquibancada alheio. 

Meus amigos, a conclusão é inefável: não existe futebol sem a chatice da torcida visitante.

Eis que o Atlético Mineiro, companheiro de cores e de sofrimento, mas que parece querer forçar uma briga de galo com o Botafogo que não é, e nunca quererá ser galináceo, tira a graça de uma peleja que se disputa nesse fim de semana na cidade que atende pela alcunha de Sete Lagoas. 

A torcida do Botafogo não quer uma, nem duas das lagoas, sejá lá se realmente existem as sete. Quer só poder pagar, entrar, e cumprir o seu papel na partida, ou seja, ver e torcer. 

Falemos agora da maldade. Ela sempre parece caminhar de mãos dadas, de dedos cruzados, com o drama. É um drama ser botafoguense fora do Rio. Não é a mesma coisa. Todo botafoguense expatriado, ou já foi carioca, ou quer ser ou vai morrer querendo. E não é pela praia de Ipanema, pelo Galeto da Miguel, pelo café da Colombo e nem pela Pedra do Sal. É pelo Botafogo. É pelo direito de ir e vir... ao estádio. Não há nada que faça mais um botafoguense mineiro feliz do que um jogo no estádio e um pão de queijo. Dois pães de queijo então, nem se fala...

Voltando à maldade. Um botafoguense mineiro tem duas datas comemorativas importantes: o Natal e a Páscoa. E tem dois jogos importantes: o contra o Cruzeiro e o contra o Atlético. Percebem o tamanho da maldade? Tirar de um torcedor o direito de ver o Botafogo aqui é como tirar a Páscoa, o Natal do cidadão! Se isso não é maldade meus caros, eu não sei o que é. 

A subjetividade do texto não deixa de destacar a coisa séria, faço esforço então para me ater ao fato, mas só na próxima frase. É um absurdo a diretoria do Galo, deliberadamente, disponibilizar só 1% dos ingressos para a torcida visitante, ao contrário dos 10% garantidos em lei. 

10% significariam 1900 botafoguenses,  1% significa 190 botafoguense e é esse o número que estará lá.
A vida não é assim Atlético! Se ao invés de 10, me cobrassem 1% no fim da conta do bar, eu estaria menos pobre. Se a minha poupança que já não é lá essas coisas me desse ao invés de 1% de rendimento, 10 eu estaria mais rico! 

Um por cento. É até simbólico. Aliás, um por cento foi o que o Plinio, candidato a presidência teve no primeiro turno. E hoje todo mundo já ouviu falar no Plinio, não é? Pois bem, Domingo, todo mundo vai ter ouvido falar nos 190 de Sete Lagoas. Aguardem, afinal, o futebol não vive sem drama. Quem viver verá.

Thales Machado vai escrever sempre aqui, desse jeito. Ele é um botafoguense mineiro, e será um dos 190 amanhã. 
No Twitter: @thalesche - Contato: thalescmachado@gmail.com

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Arrancada Final

Chegamos à 32ª rodada com chances reais de Libertadores e matemáticas de título.

A "Arrancada Final" em busca do Bicampeonato não pode mais esperar. A receita? Vencer todos os 7 jogos restantes e torcer para os nossos adversários nos "ajudarem". Difícil, é. Deixamos escapar pontos preciosos na complicada sequencia de 8 empates consecutivos e eles podem nos fazer falta. Mas ainda há tempo e a tabela do Brasileirão poderá nos ajudar.

Amanhã será o próximo passo. Para quem busca ainda o título, vencer o Atlético-MG, mesmo jogando fora de casa terá que ser prioridade. O Flamengo já conseguiu segurar o empate diante do Corinthians quarta-feira e a distância para o time paulista poderá diminuir. O Fluminense já venceu essa rodada e provavelmente o Cruzeiro também vencerá. Então, a vitória nos manterá a 6 pontos dos líderes. Lembrando que, a vitória diante do Galo fará com que a nossa diferença em relação a Grêmio, Atlético-PR e São Paulo (nossos adversários diretos na briga pela 4ª vaga da Libertadores) aumente para 4 pontos.

Nossa sequencia é considerada a mais fácil dos que estão brigando na parte de cima, porém devemos ter cuidado. Enfrentaremos times que estão brigando para não serem rebaixados. Serão partidas bem complicadas, a começar pelo Atlético-MG lá na Arena do Jacaré. Na sequencia teremos: Atlético-GO (Engenhão), Avaí (Ressacada), Ceará (Castelão), Internacional (Engenhão), Prudente (Engenhão) e Grêmio (Olímpico).

Na teoria, a última partida é a mais complicada. Não é fácil enfrentar o Grêmio em Porto Alegre. Atlético-MG, Avaí e Ceará jogando em seus estádios são adversários duros de enfrentar. Mas são jogos possíveis de ganhar. Jogando em casa, é obrigação vencermos Atlético-GO, Internacional e Prudente. Resumindo: vencendo todas as partidas, há sim grandes chances de nos sagrarmos campeões. O caminho não é fácil, mas ainda dá.

Chegamos ao ponto mais complicado do texto. Independetemente de quem estiver em campo a hora agora é de APOIAR. É complicado ver o Lucio Flavio andando em campo? É. Ter o Fahel como titular dá vontade de chorar? Dá. Mas não é a hora de pensar nisso. Infelizmente tivemos muitas contusões. A saída de Maicosuel foi a mais dolorida para o time. Sentiu-se muito em campo a falta de um jogador que desse a velocidade que jogadores como Abreu e Jobson precisam. Fábio Ferreira, que estava em ótima fase, também não volta mais. E o sempre brigador, Herrera, também está fazendo uma falta enorme. Ele o Abreu conseguiam se entender muito bem. Porém, não é hora para lamentações.

Lucio Flavio vai a campo. Com a lesão do Marcelo Cordeiro, Somália será recuado para a lateral e Fahel voltará ao meio (isso tudo se o Joel seguir o que ele vem trabalhando). Alessandro também estará no time, ou seja, muito pouca coisa vai mudar nestes últimos jogos E mesmo com a promessa dessas próximas 7 rodadas nos levar muitas vezes à loucura, é comprovado que, com o apoio da torcida, o time consegue êxito. Então, a hora é de levantar a cabeça e mostrar para todos que aqui existe a torcida mais apaixonada do Brasil e que é com a ajuda dela que esse time será Campeão Brasileiro.

A Libertadores, será consequencia. Pensar para cima e positivo é o que deverá reger não só a nossa torcida, mas também os jogadores e comissão técnica. Não há nada mais gratificante do que recolocar o alvinegro no topo. Eu só desistirei deste título quando os números falarem que realmente não dá mais. Se nós não acreditarmos, quem mais irá?
Então vamos firmes para Minas, em busca de mais 3 pontos para compor nossa "Arrancada Final". Ainda dá. Pra cima deles Fogooo!

Saudações alvinegras todoos ;*

#Garrincha77

Viúvas do Mané



Hoje somos todos um pouco viúvas do Mané

Elza Soares não é viúva do Garrincha, não sozinha. Todo Botafoguense é um pouco viúva do Garrincha. Afinal de contas, torcedores de todos os times podem lamentar hoje o fato do nosso Mané não existir, mas saudade meu amigo, saudade mesmo, daquelas que faz você sentir o peito espremido, ficar alguns segundos sem conseguir respirar e depois que enfim consegue, ao invés de apenas respirar, você na verdade suspira lamentando tamanha falta, essa, só o Botafoguense sente.

Essa saudade que estrapola o tempo, que faz de Nilton Santos aos mais novos alvinegros sentirem tanta falta e doarem um pouco do seu tempo no dia de hoje para uma singela homenagem a lembrança desse nosso mito, é muito facilmente explicada, pois, duvido que Garrinhca tenha ganho o adjetivo de Alegria do Povo em vão. Duvido que exista ou até mesmo existirá outro ser humano que tenha conseguido agregar um maracanã lotado, que em tantas vezes, pouco importava qual era o time que estava em campo na disputa, todos estavam alí, em transe, esperando o show, a alegria, do nosso Anjo das Pernas Tortas.

E esse exemplo é apenas um em mil que podemos citar, mas que todos já conhecem.

Garrincha foi, é e sempre será patrimônio nosso. Nosso ídolo maior, nosso mito, nosso Deus, nosso sinônimo. O Botafogo criou Garrincha e o Garrincha tratou de recriar o Botafogo. Somos os inventores do Futebol Arte e Garrincha foi o cara que assinou o contrato da patente.

Hoje é um dia de festa, uma festa sem muita graça é bem verdade, pois como Nilton Santos, Garrincha precisava ainda está entre nós para festejar, e como sabia festejar esse Mané. Então, que a Globo e os outros “grandes” conglomerados de comunicação não falem nada, não importa. Hoje (e sempre), grande mesmo, é a lembrança e a saudade da nossa maior estrela solitária, do NOSSO GARRINCHA.

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Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo (Drummond)

Texto de Diego Lins, organizador do Coletivo Alvinegro: http://coletivoalvinegro.com.br/

Garrincha 77



Boa tarde, queridos!!

Bem, eu poderia começar o post de hoje saudando vocês com belas "Saudações Alvinegras", afinal é um post em homenagem ao grande Garrincha. Mas pensei bem e vi que ele não é só um ídolo alvinegro, e sim um ídolo BRASILEIRO!
Nascido em 28 de outubro de 1933, o eterno camisa 7 do Botafogo completaria hoje 77 anos. Garrincha até hoje é homenageado pela torcida do Botafogo, clube em que jogou a maior parte de sua carreira e se consagrou ídolo. Foram 614 partidas e 245 gols marcados com a camisa do Glorioso.
Uma de suas principais características eram as pernas tortas, ganhando assim o apelido "anjo de pernas tortas". E isso não foi problema nenhum para brilhar...
No teste para o Botafogo, Garrincha foi chamado de "monstro" pelo já consagrado e jogador da seleção brasileira Nilton Santos. No treino, Garrincha foi colocado na ponta direita do time reserva. Nilton Santos o marcaria. Após o treino, Nilton Santos disse: " O garoto é um monstro. Acho bom vocês o contratarem. É melhor ele conosco do que contra nós"
Bi-campeão mundial (1958 e 1962), Garrincha se tornou um dos principais jogadores da seleção brasileira, principalmente após a contusão de Pelé na copa de 1962. Foram 61 partidas e 17 gols pela seleção brasileira.

"Campeonatinho mixuruco, nem tem segundo turno!" - Garrincha após ter ganho a Copa do Mundo de 1958.
Uma cirrose no fígado o levou em 20 de janeiro de 1983, mas até hoje Garrincha é lembrado não só pelos torcedores do Botafogo e sim por todos os amantes de futebol.

"Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho. "
Carlos Drummond de Andrade, dia seguinte da morte de Garrincha.

Com a palavra, a torcida alvinegra!!

  • DEUSES não morrem, apenas se deixam de acreditar neles. E enquanto existir o AMOR ao BOTAFOGO, GARRINCHA nunca será esquecido! @pinho_bfr
  • Garrincha foi um cara inigualável, capaz de jogar futebol, e ao mesmo tempo se divertir com os adversários. Jogar futebol, para ele era uma festa. Garrincha foi melhor que Pelé. O futebol com ele a graça maior era os dribles e suas jogadas desconsertantes, era prazeroso ve-lo jogar. @danielrj21
  • Parada que me marcou foi em 2008, quando estive em Buenos Aires. Eu com a camisa do Fogāo peguei um taxi, e o cara na hora: "time do Garrincha!"... Ser Botafogo é privilégio! Jamais na história deste país teremos algo semelhante. Poucos clubes têm tanta história pra contar! Poucos podem se orgulhar tanto. A torcida do Botafogo sabe valorizar seus ídolos. Nāo basta ser bom, tem de ser O MELHOR ... Pode até nascer outro Pelé, nas Garrincha será sempre único! @MarcioButzke
  • Garrincha é a expressão máxima do drible fino e educado. Não há no mundo alguém q não tenha se encantado com sua incrível habilidade! @Julinha94
  • É um orgulho muito grande saber q nós botafoguenses, tivemos o Garrincha e sempre vai estar em nossos corações!@smbbotafogo

Confiram o video com alguns lances magistraris de Mané:

Texto de Nathália Pereira, seguidora assídua do @BotafogoNews

(Texto originalmente postado em "Sonhos, Luz e Vida": http://sonhosluzevida.blogspot.com/)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lúcio Flávio: Lady ou Maestro?

Saudações!

Tudo bem, nós sabemos que o atual momento é de apoiar todos na Arrancada Final. Todavia, o mistério entorno da permanência ou não de Lúcio Flávio em 2011 é uma pauta polêmica envolvendo os mais diversos tipos de opiniões.

Resumindo um pouco do que a Wikipedia diz sobre o assunto e analisando o atual momento, podemos dizer que...



Lúcio Flávio.
Paranaense, 31 anos, meio-campista destro, camisa 10.

Revelado pelo Paraná, Lúcio foi tido como grande promessa do expoente futebol paranense. Se destacou entre grandes nomes como Ageu, Maurílio e Vital e chegou a fazer figuração na seleção brasileira sub-20 de Ronaldinho Gaúcho. Após atuar pelo clube no período de 1997 a 1999, teve breve passagem pelo Inter nesse ano mas foi devolvido rapidamente. Voltou para o Paraná e lá ficou até 2001 quando foi transferido para o São Paulo, novamente visto como promessa. Assim como no Internacional, Lúcio Flávio não logrou êxito no time paulista. A partir daí, Lucinho teve passagens por diversos clubes: Coritiba, Atlético/MG e São Caetano, tendo se destacado apenas nesse último onde fez parte da inédita campanha do título paulista. Apesar do bom desempenho durante o início de sua estadia no ABC Paulista, Lucinho acabou amargando o banco de reservas, até que por fim acertou a sua transferência para o Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita.

Sobre a sua passagem pela Arábia, ninguém sabe, ninguém viu. O que se sabe é que em 2006, ainda pertencendo ao São Caetano, o jogador foi apresentado como jogador do Botafogo por empréstimo. Bom cobrador de faltas e detentor de toque refinado, chegou com a expectativa de ser a referência do meio-campo e, em um primeiro momento, conseguiu desempenhar esse papel com eficiência, chegando a ser apelidado de Maestro. Acabou tendo uma lesão justamente no primeiro jogo da final do Carioca e não poder participar da partida decisiva que sagrou o Fogão campeão naquele ano. Ficou 7 meses parado e voltou no mês de novembro daquele ano.

Em 2007, após desempenho regular durante o campeonato Carioca, na derrota para a Mulambada nos penaltis Lúcio Flávio perdeu uma das cobranças. Surgia ali o primeiro foco de discórdia em relação ao até então Maestro Lúcio Flávio. Depois desse episódio, boa parte da torcida passou a questionar sua lentidão e apatia. Essa animosidade acabou adormecida quando, durante o Brasileirão-07, o Botafogo surgiu como uma máquina atropelando todo mundo que aparecia na frente. A composição favorável, com companheiros rápidos que supriam a sua lerdeza, o meia voltou a ter boas atuações e ser estimado pela torcida. Essa trégua durou pouco tempo. Assim como outros jogadores, após a derrocada no Brasileirão-07 e o vexame na Argentina diante do River Plate, Lúcio Flávio foi estigmatizado como um dos símbolos daquele time do quase.

No ano de 2008, Lúcio Flávio continuou apresentando um desempenho regular, porém após a saída do veloz Zé Roberto o seu rendimento caiu consideravelmente. No mesmo ano, o jogador completou a marca de 100 jogos pelo Botafogo e depois a marca de 50 gols. Mais um ano se passou e no início de 2009 Lúcio é emprestado ao Santos. O meia não corresponde as expectativas e rapidamente é devolvido ao Glorioso. Aqueles que o criticavam e haviam ficado felizes com a sua transferência passam a reprová-lo de imediato. Não sei exatamente em que momento, mas sim, quando ele sai de campo abatido dizendo que alguns torcedores levam para o lado pessoal ele não está errado. Mas é difícil não cismar com um jogador que se arrasta em campo. O fato é que assim como todo o time do Botafgo, o desempenho de LF no Brasileirão-09 foi medíocre.

Ao iniciarmos o ano de 2010 com a certeza de que Lúcio Flávio seguia como peça fundamental do elenco, a implicância de parte da torcida foi aumentando proporcionalmente ao seu fraquíssimo desempenho. Por ironia da vida e alegria de muitos, o Botafogo chegou novamente a final do Campeonato Carioca e LF novamente enfrentou uma lesão que o deixou de fora da grande final. Pé frio? Talvez...

Veio o Brasileirão-10 e Lúcio Flávio seguiu lento e apático. O aumento na implicância com o jogador era previsível e as vaias uma consequência. Trata-se de um jogador que já teve bons momentos e nada mais que isso. Gostem ou desgostem do Lucinho, mas ele não apresenta um bom futebol a muito tempo. O grupo, o coach, a diretoria e parte da torcida pró-LF tentam apaziguar as insistentes demonstrações de desaprovação por boa parte da torcida. É um caminho sem volta. Enquanto Lúcio Flávio jogar pelo Botafogo, ele será perseguido por um parcela de torcedores. Outros tentarão amenizar ou defendê-lo, mas a impopularidade de LF não será deixada de lado caso ele renove o seu contrato. Pelo contrário, provavelmente só vai piorar.

Lúcio Flávio merece crédito por boas atuações no passado, importância para o grupo e por sempre ter respeitado o Botafogo enquanto instituição. Mas cá entre nós, talvez o melhor para o maestro seja tentar se reerguer em um América/MG ou numa Portuguesa. Vai ser melhor para todo mundo, concordam?

BOTAFOGO ACIMA DE TUDO

Papo de Pai e Filha

Estávamos eu e o dono da casa, sentados no lado de fora, conversando sobre as mudanças da sociedade, sobre o caos que era a instituição familiar e sobre o futuro que é reservado aos nossos filhos. Bem, por enquanto é apenas ele o maior preocupado, pois ainda não sou pai.
Sabe aquelas conversas que surgem de uma análise despretensiosa, sem nenhuma base formal ou oficial, apenas sobre um olhar de quem está inserido no mundo e cria suas opiniões na base da vivência? Pois então, após começarmos a divagar sobre o céu, o futuro dos nossos filhos foi o assunto da pauta, até que aparece Júlia, com seus quase quatro anos de idade. Ela procura seu pai com os braços estendidos, um pouco sonolenta. O dono da casa a abraça, puxa para seu colo e dá aquele sorriso de pai.

Ao olhar aquela cena, penso em como será com meu filho(a). No meio de uma conversa desanimadora com posicionamentos sobre uma espécie de negativismo quanto ao futuro, ainda é possível pensar em felicidade com filhos e família. Aquele sorriso prova que nada está perdido, de que a sociedade não conseguirá mudar princípios básicos como o amor, o orgulho, o sorriso.

- Pai, conta a história da Estrela Dalva? -, pede, acanhada, Júlia.

- Claro, minha filha -, responde o dono da casa, seguido de um beijo na bochecha de sua cria.

“Há quase 100 anos, no mês de junho, surgiu no céu a estrela mais linda. Era a Estrela Dalva. Seu brilho anunciava a alegria e o amor. As outras estrelas se envergonhavam com a presença da Estrela Dalva. Até que no mesmo mês a estrela mais linda do céu veio para o Planeta Terra e pousou, magicamente, no peito da camisa do Botafogo”

Foi isso mesmo que eu ouvi? Estrela Dalva? Botafogo? Realmente me espantei, e, ao ouvir os risos da pequena Júlia, tive que engolir qualquer comentário que em uma roda de bar sairia como um vento, sem me preocupar com o que os outros iriam dizer.

- Pai, agora conta a história do Garrincha?

Como assim, a história do Garrincha? Não me lembro de como era a minha vida aos três anos de idade, mas com certeza eu não tinha a menor ideia do que era meu time de futebol e muito menos de ídolos e jogadores.

“Era uma vez o anjo das pernas tortas. Seu nome era Garrincha. Apesar da sua deficiência, ele era tido como um grande herói, pois não só vestia o manto alvinegro do melhor time do mundo – o Botafogo – mas não tomava conhecimento da equipe malvada do Flamengo, o time da bruxa e do bicho-papão. Garrincha era a alegria do povo, e todas as crianças brincavam felizes, pois o anjo das pernas tortas sempre salvava o dia.”

Saindo de fininho, para não atrapalhar aquele momento família, pude perceber uma coisa. Não é nada ligado aos carinhos de pai e filha, aos ensinamentos e a construção de um caráter frente à desordem social que nós construímos. A verdade é que aquele homem, o dono da casa, criou um grande filão de livros infantis que faria qualquer dono de editora brilhar os olhos como a Estrela Dalva. È, meu amigo dono da casa... você não sabe o quanto está perdendo.


OBS.: Para qualquer torcedor de futebol fanático, este é um simples ensinamento de como doutrinar seu filho contra as influências de amiguinhos, tios, vizinhos e mídia; na base do amor e do carinho, aquele pai pode ter a certeza que nem um namorado sacana, num futuro ainda distante, mudará a sua escolha. Bem, o nome da criança é fictício, a história não.

Texto de Thiago Petra, criador do BotafogoNews

(Originalmente postado no Blog "Ponto e Virgula": http://rjpontoevirgula.blogspot.com/)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pedra Fundamental

Saudações!



É com muito orgulho que declaro aberto esse novo espaço, o "Blog do BotafogoNews". O quesito Blog até então nunca foi um ponto forte do projeto. No passado, em parceria com o amigo e criador do BN Thiago Petra, desenvolvemos o Tribuna Alvinegra. Naquela época falavamos para meia dúzia, depois 30, 40... mas o certo é que o Blog nasceu prematuramente e apesar do esforço nunca veio a lograr êxito.

Houve um hiato bloguístico enquanto tudo aconteceu. O BotafogoNews seguiu crescendo exponencialmente e hoje a nossa voz alcança mais de 10 mil pessoas diretamente. De uns meses pra cá criei um Tumblr e o mantive com postagens esporádicas. Apesar de alguns recursos interessantes, as limitações do Tumblr e o advento do adsense foram propulsores para que fizessemos o caminho de volta. E cá estamos de novo na simplicidade e objetividade do Blogspot.

A ideia consiste em postar periódicamente desde compilações de notícias postadas via Twitter até crônicas e textos analíticos/reflexivos. Ah e claro, Colaborações também serão muito bem vindas para, juntos, fazermos a roda girar. Esse Blog representa um período experimental daquilo que culminará no lançamento do tão sonhado Site do BotafogoNews.

Segue o campeonato... vamos juntos nessa Arrancada Final!

BOTAFOGO ACIMA DE TUDO